Armando Avena

É DIA DE SÃO JOÃO -  POR ARMANDO AVENA

É vinte e quatro de junho, dia de São João. Mas o que pode este cronista dizer sobre uma festa tão linda? Dizer que ama o São João, que já pulou fogueira, comeu milho assado, soltou bomba, tomou quentão e saiu de braço dado com a menina mais linda da cidade dançando quadrilha? Ora, mas quem no São João não fez igual? Meu lado intelectual se manifesta e diz que

A ECONOMIA DO FORRÓ - ARMANDO AVENA

Hoje é dia de São João, dia de pular fogueira, comer canjica e dançar o arrasta-pé. É dia de festa e de alegria na Bahia e por aqui a festa é sinal de crescimento da economia e de geração de emprego e renda. E, assim como o carnaval faz girar uma cadeia de negócios de grandes proporções que gera atividade econômica o ano inteiro, o São João também movimenta o

A FELICIDADE É UMA SUAVE FALTA DE ASSUNTO -  POR ARMANDO AVENA

Vinícius de Moraes dizia que a prosa é uma arte ingrata. Queixava-se não da prosa ficcionista, que cria uma história com seus personagens e a conduz com ou sem um plano definido, mas da prosa cotidiana, da crônica, que exige a feitura diária, semanal ou quinzenal, como a que escrevo agora. É uma prosa diferente, pois concede ao autor extrema liberdade para dar pitacos sobre o que lhe aprouver e

O BRASIL SE ABRE AO EXTERIOR - ARTIGO DE ARMANDO AVENA

O governo federal está abrindo a economia brasileira para o exterior num movimento que só tem precedente no governo Collor. Após reduzir as alíquotas de importação em 10% no final do ano passado, o governo aprovou esta semana uma nova redução de 10% nas alíquotas do Imposto de Importação de quase 90% dos produtos comprados no exterior, o que significa que quase 7 mil itens poderão chegar ao Brasil mais

OS TÁRTAROS NÃO VIERAM - ARMANDO AVENA

Hoje não vou falar da política que polariza o país e tampouco de economia, que o saber aborrece o dono, então escolho a literatura o mais lúdico dos meus ofícios. Decido escrever sobre o que estou lendo, mas percebo que o jovem que se encantava por um livro e não desgrudava dele até que o fim se impusesse já não existe mais e que leio dois, três livros ao mesmo

DIÓGENES REBOUÇAS E A CIDADE DA BAHIA - ARMANDO AVENA

A sessão mal começou e um espírito se materializou. Era Diógenes Rebouças, o grande arquiteto baiano, e queria ver  Salvador. Desmaterializou-se e seu ectoplasma lançou-se pela janela, para sobrevoar a cidade.  Passou pela ponta de Humaitá e seguiu em direção ao Elevador Lacerda. Surpreendeu-se ao ver que os horríveis barracões do porto, construídos no século passado, ainda estavam lá  escondendo a vista da Baía de Todos os Santos. Havia um