

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se pronunciou, no início da tarde desta quinta-feira (3), sobre o vazamento de conversas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o caso estaria sendo usado como uma “cortina de fumaça” em meio à repercussão de mensagens atribuídas aos dois.
Segundo Nikolas, a atenção dada às conversas serviria para desviar o foco do que classificou como um “maior escândalo de corrupção e crise institucional no STF”. O deputado também questionou a possibilidade de sofrer alguma punição em razão do conteúdo divulgado.
Durante o pronunciamento, Nikolas negou ter mantido uma relação próxima com Vorcaro e contestou informações divulgadas sobre as conversas. Ele afirmou que conheceu o banqueiro em 2023, após receber o contato por intermédio do pastor André Valadão, amigo de Vorcaro.
O deputado também admitiu que o empresário ajudou a custear viagens realizadas durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Segundo Nikolas, na época, não havia informações ou suspeitas públicas que indicassem irregularidades envolvendo Vorcaro ou o Banco Master.
A polêmica ganhou repercussão após o ICL Notícias divulgar áudios nos quais Nikolas teria pedido ajuda a Vorcaro para a liberação de um ativo minerário ligado ao advogado e ex-assessor do deputado, Thiago Rodrigues de Faria. Em outra conversa, segundo a publicação, o parlamentar teria demonstrado interesse em estreitar a relação com o empresário.
Também foram divulgadas conversas nas quais Vorcaro afirma ter custeado voos utilizados por Nikolas. O banqueiro teria dito que pagou “todos os voos” do parlamentar, mas as mensagens não detalham quantas viagens foram financiadas nem o período.
Ao Terra, a defesa de Daniel Vorcaro informou que não comentaria o caso. Já a assessoria de Nikolas Ferreira afirmou que um relatório da Polícia Federal não identificou indícios de crimes cometidos pelo deputado nas conversas com o banqueiro.
Foto: Reprodução/@nikolasferreiradm



