

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (6) que o Senado deverá agir diante de eventuais crimes de responsabilidade cometidos por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração foi dada após uma reunião com o presidente da Corte, Edson Fachin. Segundo Marinho, ele já conversou com seis ministros do Supremo e afirmou que a campanha de Flávio não pretende adotar uma postura de retaliação contra o Judiciário.
De acordo com o senador, o objetivo é defender uma relação de maior equilíbrio entre os Poderes. Marinho também criticou o que considera uma aproximação excessiva entre o Judiciário e o governo e defendeu a imparcialidade das instituições.
Ao falar sobre eventuais processos contra ministros do STF, Marinho afirmou que o Senado não deveria deixar de analisar pedidos relacionados a crimes de responsabilidade. Segundo ele, existem mais de 100 pedidos apresentados à Casa que ainda não avançaram.
O senador atribuiu parte da demora ao procedimento interno do Senado, que prevê a atuação do presidente da Casa na análise inicial dessas solicitações.
O debate ganhou destaque após a eleição de novos senadores. Segundo Marinho, ao menos 49 integrantes da próxima composição do Senado já manifestaram apoio ao impeachment de algum ministro do STF.
Para que um processo de impeachment de ministro do Supremo seja aprovado pelo plenário, são necessários 54 votos favoráveis, o equivalente a dois terços dos 81 senadores.
Antes de uma eventual votação, porém, a abertura do processo depende da análise inicial da Presidência do Senado.
Durante a reunião com Fachin, Marinho também apresentou críticas relacionadas à atuação do Judiciário em questões políticas e eleitorais. Entre os temas citados estavam decisões do STF durante as eleições e a atuação da Corte em questões envolvendo o governo do Rio de Janeiro.
As declarações fazem parte das discussões políticas que ganharam força após o primeiro turno das eleições e diante da futura composição do Senado.
Foto: Reprodução/ CNN