

A federação formada por PP e União Brasil decidiu nesta terça-feira (6) apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026. A decisão foi tomada durante reuniões das duas siglas em Brasília e aprovada por unanimidade, segundo a senadora Tereza Cristina (PP-MS).
As duas legendas haviam adotado uma postura de neutralidade no primeiro turno. Com o resultado das urnas, que colocou Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na segunda etapa da disputa, os partidos passaram a discutir uma posição conjunta.
Por integrarem uma federação partidária, PP e União Brasil precisam manter uma orientação comum nas eleições. O apoio anunciado nesta terça-feira representa um reforço político para a campanha de Flávio, embora não altere o tempo de propaganda eleitoral no segundo turno, que é dividido igualmente entre os dois candidatos.
A decisão, no entanto, não significa que todas as lideranças das duas siglas seguirão o mesmo posicionamento. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por exemplo, sinalizou que pretende continuar apoiando Lula. Também existem divergências entre diretórios estaduais, especialmente em regiões onde o PT mantém alianças políticas.
O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, já vinha defendendo publicamente o apoio a Flávio. No União Brasil, o dirigente nacional Antonio Rueda também participou das articulações para definir a posição da federação.
A aproximação entre os partidos e a campanha do candidato do PL ganhou força após o resultado do primeiro turno. Flávio terminou a primeira etapa com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%.
Além de PP e União Brasil, Flávio busca ampliar o apoio de outras legendas para o segundo turno. O Republicanos e o Podemos estão entre os partidos que negociam uma possível adesão à candidatura do PL.
O apoio da federação ocorre no mesmo dia em que Flávio recebeu a declaração de apoio de Ronaldo Caiado (PSD), que disputou o primeiro turno e terminou na quinta colocação. O PSD, entretanto, decidiu liberar seus filiados para escolherem individualmente entre os candidatos.
Foto: Evellyn Paola/Metrópoles