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 COPA E SÃO JOÃO PARAM A ELEIÇÃO NA BAHIA, MAS NA VOLTA…

Redação - 15/06/2026 10:58 - Atualizado 15/06/2026

A política baiana entrou em compasso de espera. Entre os festejos do São João e a realização da Copa do Mundo de Clubes, que se estende até 19 de julho, a disputa eleitoral perdeu espaço na agenda pública e na mídia. Prefeitos, lideranças partidárias, pré-candidatos e até os eleitores estão com a atenção dividida entre as festas juninas e o futebol.

Historicamente, grandes eventos populares costumam reduzir a temperatura política. É o que acontece neste momento na Bahia. O São João mobiliza centenas de municípios, movimenta a economia e domina o noticiário regional. Ao mesmo tempo, a Copa ocupa o interesse dos brasileiros, especialmente se a seleção avançar na competição. A consequência é um ambiente de relativa trégua entre os grupos políticos.

É verdade que Jerônimo e ACM Neto precisarão fazer maratonas políticas no São João, visitando o maior número de municípios e, naturalmente, fazendo político, mas o cunho dessas visitas é sempre mais leve e visa o apoio da população. A política mesmo tem uma pausa nesse período.

Mas essa calmaria tem data para acabar. Caso a seleção seja eliminada, a movimentação eleitoral vai ser retomada como toda a força antes do encerramento da Copa. De qualquer modo, a partir da segunda quinzena de julho, a política voltará a ocupar o centro das atenções.

O primeiro grande marco será a realização das convenções partidárias, que ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto, período em que partidos e federações definirão oficialmente seus candidatos, coligações e estratégias eleitorais. Os registros das candidaturas deverão ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

Na Bahia, uma das questões mais observadas será o posicionamento de ACM Neto diante da disputa presidencial. Setores do bolsonarismo baiano cobram uma definição mais clara do ex-prefeito de Salvador em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro. A forma como Neto conduzirá essa relação poderá influenciar alianças, palanques e a composição de sua base eleitoral.

No campo governista, o desafio será concluir a montagem da chapa majoritária sem deixar sequelas internas. O PT e seus aliados precisam chegar a um entendimento sobre a composição da disputa ao Senado, especialmente sobre a suplência do senador Jaques Wagner. Os nomes de Lídice da Mata e Edvaldo Brito aparecem entre os mais citados nas negociações e será preciso evitar dissenções.

Outro fator decisivo será a formação das chapas proporcionais. Até agosto, os partidos precisarão concluir a montagem das listas de candidatos a deputado federal e deputado estadual, etapa fundamental para definir o peso político de cada legenda e sua capacidade de puxar votos nas diferentes regiões do estado.

Também ganharão força as negociações envolvendo prefeitos e lideranças municipais. Com o encerramento do período das convenções, muitos gestores que ainda evitam assumir posições terão de escolher seus lados. É nesse momento que alianças informais tendem a se transformar em apoios públicos.

Além disso, as pesquisas eleitorais deverão ganhar maior relevância. Com os candidatos oficializados e as chapas definidas, levantamentos de intenção de voto passarão a orientar estratégias, investimentos de campanha e movimentos partidários.

A partir de 16 de agosto, quando a propaganda eleitoral for oficialmente liberada, a disputa entrará em uma nova fase, muito mais intensa e visível para o eleitorado.

Por enquanto, porém, a Bahia vive uma pausa. O São João e a Copa ocupam o imaginário popular e deixam a política em segundo plano. Mas trata-se apenas de um intervalo. As articulações continuam acontecendo nos bastidores e muitas decisões importantes estão sendo costuradas longe dos holofotes.

Só então, a partir do fim de julho, estará dada a largada definitiva para a disputa eleitoral na Bahia. (EP – 15/06/2026).

 

Foto: Imagem feita por IA

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