

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), questionou nesta terça-feira (17) o prazo previsto para o início das obras da Ponte Salvador–Itaparica e cobrou responsabilidade no debate público sobre o empreendimento, estimado em cerca de R$ 15 bilhões.
Durante evento no Shopping da Bahia, o gestor reafirmou apoio ao projeto, destacando a importância estratégica da ligação para a capital e para o estado, mas ponderou que o cronograma divulgado — entre março e junho — pode ser incompatível com o tempo necessário para cumprir etapas legais, como o licenciamento.
“Faltam pouco mais de três meses, que é um tempo muito exíguo para licenciar uma obra desta magnitude, para depois não estarem acusando a Prefeitura que as obras não começaram porque não foram licenciadas”, afirmou.
Bruno Reis ressaltou que a Prefeitura não atua como entrave a projetos estruturantes e citou exemplos recentes de agilidade na liberação de obras, como a reforma do Estádio de Pituaçu e processos envolvendo a rodoviária da cidade.
“Deram entrada 18 de dezembro, vinha Natal, vinha Réveillon para ter jogo no dia 5 de janeiro, e nós em tempo recorde licenciamos. Chamei a atenção da rodoviária, que foi dada a entrada 19 de janeiro, um novo equipamento para ter o ‘Habite-se’, para inaugurar dia 30”, disse.
O prefeito também destacou que, até poucas semanas atrás, não havia solicitação formal de alvará na Prefeitura para a ponte, apesar de avanços em órgãos federais.
“Nunca fui, nem nunca seremos empecilhos para qualquer obra na cidade. Agora, até 15 dias atrás, 20 dias atrás, o projeto estava deferido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o órgão federal. Até então não tem um documento na Prefeitura solicitando alvará da obra”, pontuou.
Ao final, o gestor pediu cautela nas declarações públicas sobre o projeto e criticou possíveis tentativas de atribuir responsabilidades de forma indevida.
“Achar que a Prefeitura vai ter condições de licenciar em três meses? Muita hora nessa calma, responsabilidade com o que fala, para depois não transferir a incapacidade e a incompetência do Estado para quem não tem responsabilidade”, concluiu.
Foto: Secom PMS



