segunda, 19 de janeiro de 2026
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ENTREVISTA COM WILSON – SPAGNOL – PRESIDENTE DA ABIH-BAHIA

João Paulo - 19/01/2026 05:00 - Atualizado 19/01/2026

Bahia Econômica – A ocupação média de Salvador chegou a 66, 51% em 2025. Um recorde para o setor. A que se deve esse movimento positivo?

Wilson Spagnol – Nós temos hoje uma cidade organizada e preparada. A Bahia e Salvador são locais privilegiados devido as suas belezas naturais e hoje nós temos alguns fatores importantes que contribuem para esses números recordes que estamos apresentando aqui. Nós temos equipamentos como o Centro de Convenções que são fundamentais para os momentos de turismo de negócios que permitem que meses de baixa estação mantenham ocupações consideradas boas para os hotéis da capital. Além disso, nós temos alguns equipamentos nas cidades muito atrativos para o turista, como os trechos das orlas reformadas, como nossas praias, como nossa infraestrutura de acesso a pontos turísticos, além de uma participação grande de governo e prefeitura na divulgação do destino Bahia. Sabemos que ainda temos muito trabalho pela frente, mas sabemos que hoje somos uma cidade preparada, com um aeroporto que funciona e moderno e uma condição boa para o turista. Isso se reflete nos números.

Bahia Econômica – A região sul do estado tem alguns distritos que com o passar do tempo vem se consolidando como point no estado. É o caso de Caraíva, Porto Seguro e Barra Grande de Camamu, por exemplo. O trade tem observado necessidade de criar novos leitos nesses locais e melhorar a infraestrutura?

Wilson Spagnol – Nós temos observado assim que esses locais têm recebido mais turistas a cada feriado e recesso. Mas hoje temos mais de 71 mil leitos se considerarmos a região como todo. Então hoje ainda não estamos com esse demanda. Nós observamos que locais como esses crescem pela sua natureza, pela sua força, pela sua cultura e nós temos trabalhado para fortalecer esses aspectos e trazer cada vez mais infraestrutura para esses locais. Principalmente regiões de acesso e etc. Em relação a segurança, nós vivemos uma epidemia mundial que assusta muito, mas não temos tido problemas muito graves nesse aspecto lá. O diálogo com o poder publico ele é constante e tem acontecido.

Bahia Econômica – Em relação ao turismo de negócios como o senhor observa o setor após a pandemia?

Wilson Spagnol – Em constante crescimento. Os números mostram que existem momentos do ano que de fato a ocupação tende a cair. Mas o turismo de negocio tem trazido para Salvador um nível considerado satisfatório para esses momentos chamados de baixa estação. Nós vemos o setor de eventos ligados ao Centro de Convenções, nós vemos eventos culturais pela cidade, além de muitos outros fatores que impulsionam a cidade nesse aspecto. O diálogo com a administração no Centro de Convenções para que possamos organizar os melhores momentos para os grandes congressos segue firme, então os resultados tendem a aparecer.

Bahia Econômica – Em relação ao turismo religioso, Salvador é uma cidade de muitas culturas que também proporciona avanços para hotelaria nesse aspecto?

Wilson Spagnol – Sim. Hoje temos tradicionais festas que são muito atrativas para o turismo baiano. Destacando a lavagem do Bonfim, o aniversário de Irma Dulce e os eventos de pastores e religiosos na fonte nova. Tudo isso chama para o turismo na capital.

Bahia Econômica – Salvador está construindo uma arena poliesportiva que deve ficar próxima ao Centro de convenções. Além disso, temos uma Copa do Mundo feminina no Brasil em 2027. O turismo esportivo é destaque também?

Wilson Spagnol – Sim, na mesma linha dos outros. Cada um com sua especificação.

Bahia Econômica – Em relação ao preço das passagens aéreas, como você avalia o alto valor cobrado pelas companhias?

Wilson Spagnol – Nós precisamos fazer uma análise profunda aqui. A composição dos preços das passagens ela é feita através de vários fatores ligados a diferentes pontos. O ICMS é do governo. O Preço do dólar é outra coisa. O Momento do setor no turismo se é baixa ou alta estação, então tem uma serie de coisas que precisam ser levadas em conta para se chegar a um preço de uma passagem. No Brasil, nós do turismo, temos mantido um diálogo constante com o governo federal para se criar políticas de barateamento dessas passagens e ampliação da malha aérea. Poder se criar vôos mais rápidos, mais curtos e mais baratos para facilitar as coisas. Esse processo é longo, temos avanços com algumas promoções, mas esse é um trabalho que é cíclico. Depende de uma demanda, depende de um contexto, então é um processo que se analisa caso a caso.

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