

O desembargador Newton Ramos, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), é alvo de uma Operação da Polícia Federal (PF), ordenada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A operação no gabinete do desembargador partiu do corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves.
Segundo informações do site CNN Brasil, nas mensagens extraídas pela PF do celular de Daniel Vorcaro, Ramos é identificado como integrante da chamada “Turma do KN”, em referência ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal).
A operação decorre dos desdobramentos do caso Banco Master, em que mensagens do celular do ex-banqueiro revelam um contrato de advocacia de R$ 427 milhões com os investigados.
Em nota, Ramos disse estar à disposição conselho para prestar todos os esclarecimentos necessários e sanar eventuais dúvidas sobre os casos em análise.
Newton Ramos faz parte do TRF-1 desde 2023 e integrava o círculo social do ministro do Supremo ao atuar como juiz auxiliar de Kassio Nunes enquanto o magistrado ocupava a cadeira de vice-presidente do tribunal. A rede de amizade também envolve a esposa de Newton, Camilla Ramos, sócia de um escritório de advocacia.
Caso
O repasse por parte de Vorcaro teria sido feito em caso de resultados favoráveis em ações de interesse do Banco Master em tribunais superiores que poderiam liberar R$ 8,5 bilhões em precatórios.
O contrato com a “Turma do KN” foi acordado com o escritório de advocacia de Camila (Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia) para serviços em que o Master era parte contra a União em 12 ações relacionadas ao setor sucroalcooleiro.
O documento, obtido pela CNN, prevê honorários de 5% líquidos sobre o valor recebido pelo banco nos processos. No total, os honorários chegariam a R$ 427 milhões em caso de vitória das causas. Os repasses deveriam ser feitos em até cinco dias após a obtenção dos ganhos.
Em uma mensagem de junho de 2025, Camila comemora uma “vitória” em ação que estava em análise na Segunda Turma do STF. “Um excelente voto do Min. Nunes Marques fazendo a distinção dos casos em que o título judicial trouxe os critérios da indenização”, disse para Vorcaro.
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