

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve a decisão que tornou Pablo Marçal (PRTB) inelegível até 2032. O presidente da Corte, José Antonio Encinas Manfré, rejeitou recursos apresentados pela defesa do ex-candidato contra a condenação relacionada à campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024.
Além da inelegibilidade por oito anos, permanece a multa de R$ 420 mil aplicada a Marçal. A decisão foi tomada na última sexta-feira (21).
A defesa foi procurada, mas, segundo o g1, não havia se manifestado até a publicação da informação.
Justiça aponta pagamento a influenciadores
De acordo com o TRE-SP, as provas analisadas no processo indicaram a existência de uma estrutura organizada para remunerar influenciadores digitais pela produção de vídeos de “cortes” durante a campanha eleitoral.
O tribunal considerou que a prática configurou uso indevido dos meios de comunicação.
Marçal terminou a eleição municipal de 2024 em terceiro lugar e não chegou ao segundo turno.
A decisão desta sexta-feira representa mais um revés para o ex-candidato na Justiça Eleitoral. Em 5 de agosto, o plenário do TRE-SP já havia rejeitado, por unanimidade, embargos de declaração apresentados pela defesa contra o acórdão de dezembro de 2025.
Recurso do Ministério Público também é rejeitado
Na mesma decisão, o TRE-SP rejeitou um recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que buscava incluir na condenação acusações de abuso de poder econômico e captação e gastos ilícitos de recursos.
Com a decisão, permanece a condenação que estabelece a inelegibilidade de Marçal até 2032 e a multa de R$ 420 mil.
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