

A Polícia Federal pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, mais 60 dias para concluir o inquérito que investiga possíveis irregularidades na compra de títulos do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
O prazo adicional é necessário, segundo a corporação, porque novos diretores do BRB passaram a ser considerados possíveis envolvidos no caso.
A PF informou que precisa aprofundar as apurações antes de concluir o inquérito, incluindo a tomada de depoimentos de outros integrantes da Diretoria Colegiada do BRB que participaram da aprovação das operações financeiras com o Master.
Até o momento, a PF não informou quais dirigentes serão ouvidos. Um dos investigados é o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, que está preso desde 16 de abril.
Na última quinta-feira, 20, a PF adiou o depoimento do ex-banqueiro do Banco Master Daniel Vorcaro, que também é investigado no caso e está preso. A oitiva ainda não tem nova data e foi adiada após um pedido da defesa.
Entenda
O inquérito em questão foi aberto no STF e é conduzido pela PF no âmbito da Operação Compliance Zero. A investigação apura o que o Ministério da Fazenda classificou como uma das maiores fraudes financeiras da história recente do Brasil.
O caso envolve uma transação de R$ 12,2 bilhões entre o banco público BRB e o extinto Banco Master, considerada fraudulenta pela investigação. A PF apura suspeitas de corrupção ativa e passiva, crimes financeiros, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Foto: Reprodução/TV Globo.