terça, 07 de julho de 2026
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BRASKEM ESTARIA PRIVILEGIANDO CLIENTES QUE PODEM PAGAR À VISTA OU EM PRAZOS MAIS CURTOS, DIZ JORNAL

Redação - 07/07/2026 17:00

A Braskem cuja liquidez foi fortemente pressionada pelo ciclo de baixa da indústria petroquímica e por vencimentos elevados de compromissos financeiros, endureceu os termos de sua política comercial e estaria privilegiando clientes com condições de pagar à vista ou em prazos mais curtos.

A informação  é do jornal Valor Econômico que ouviu alguns clientes, inclusive indústrias que utilizam petroquímicos básicos como matéria-prima a consumidores de resinas e plásticos em sua cadeia produtiva.

Normalmente, no setor, para clientes com bom crédito, há concessão de 30 a 60 dias para pagamento. Porém, com a restrição de liquidez da Braskem e o impacto do conflito no Oriente Médio na oferta global de petroquímicos, a maior produtora de resinas das Américas passou a oferecer prazos mais enxutos, de 15 dias, ou até a pedir pagamento à vista nos momentos mais críticos. A Braskem tem participação de cerca de 60% no mercado brasileiro.

“Não só os transformadores, mas todos os setores que são consumidores de plástico estão muito preocupados com os desdobramentos da crise da Braskem. São indústrias que, no mercado doméstico, estão presas a uma petroquímica que enfrenta situação delicada e a solução só virá a longo prazo”,. “Até lá, estaremos vulneráveis e isso vai inibir importantes investimentos no país”, diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho

A Braskem informa que “vem seguindo o curso normal das dinâmicas comerciais do mercado petroquímico e atua sempre de forma isonômica no atendimento a seus clientes”.

Com o início da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, os preços de produtos petroquímicos chegaram a subir mais de 100%, diante da abrupta interrupção da oferta com o fechamento do estreito de Ormuz e ataques a instalações industriais. Há algumas semanas, contudo, a situação começou a se normalizar e as cotações recuaram para níveis entre 20% e 30% acima do praticado antes do conflito. Com informações do Valor Econômico.

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