

Senadores de diferentes partidos voltaram a defender o impeachment ou o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante sessão plenária nesta terça-feira (1º). A pressão aumentou após a divulgação de informações de um relatório da Polícia Federal (PF) enviado à Corte sobre conversas entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Ao todo, parlamentares como Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Viana (PSD-MG), Cleitinho (Republicanos-MG), Damares Alves (Republicanos-DF), Esperidião Amin (PP-SC), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Izalci Lucas (PL-DF), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Magno Malta (PL-ES) se manifestaram sobre o caso.
Carlos Viana defendeu o afastamento de Moraes e afirmou que a medida seria necessária para preservar a imagem do Judiciário. “É urgente o afastamento de Alexandre de Moraes pelo próprio Supremo Tribunal Federal, para o bem do Judiciário brasileiro. Não estamos falando aqui em atacar o Judiciário. Nada disso. Estamos falando em defender as instituições”, afirmou o senador, que também informou ter protocolado um novo pedido de impeachment contra o ministro.
Alessandro Vieira classificou o episódio como um escândalo prolongado e criticou a conduta de Moraes. “O ministro Alexandre de Moraes é um cadáver jurídico, um cadáver político. Ele se inviabilizou pela sua conduta. Um ministro do Supremo não pode se prestar à condição de assessor de banqueiro, mesmo que seja um banqueiro honesto. Mas o ministro Alexandre tinha plena consciência de que assessorava um banqueiro desonesto”, avaliou.
Izalci Lucas disse esperar que uma eventual votação de impeachment ocorra ainda durante seu mandato no Senado. Cleitinho, por sua vez, pediu que Moraes compareça à Casa para prestar esclarecimentos.
Flávio Bolsonaro afirmou que o ministro teria cometido crime de responsabilidade ao ser flagrado “trabalhando para um banqueiro”. “É inadmissível que tenhamos pessoas da cúpula do poder deste país sendo suspeitas do cometimento de vários crimes”, declarou.
Daniel Vorcaro está preso desde março. Ele era proprietário do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado após um escândalo envolvendo fraude bancária.
Foto: Antonio Augusto/STF



