terça, 07 de julho de 2026
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VENDA DE VEÍCULOS DEVE SUPERAR 3 MILHÕES DE UNIDADES EM 2026, PREVÊ ANFAVEA

VICTOR OLIVEIRA - 07/07/2026 18:09 - Atualizado 07/07/2026

O mercado automotivo brasileiro deve registrar em 2026 o maior volume de vendas de veículos novos em mais de uma década. A projeção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indica que os emplacamentos devem ultrapassar 3 milhões de unidades, crescimento de 12,1% em relação ao ano anterior.

Caso a estimativa seja confirmada, o resultado será o melhor desempenho do setor desde 2014. A entidade também revisou para cima a previsão de produção nacional, que deve chegar a 2,7 milhões de veículos em 2026, alta de 5,8%.

Segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet, o crescimento das vendas deve ocorrer em ritmo superior ao da fabricação nacional devido ao aumento das importações. O cenário representa um distanciamento entre o volume comercializado no país e a produção interna.

A revisão das projeções ocorreu após um primeiro semestre acima das expectativas. Entre janeiro e junho, foram licenciados 1,42 milhão de veículos leves, o melhor resultado para o período desde 2014 e uma alta de 18,5% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

As importações tiveram forte participação nesse avanço. No primeiro semestre, o Brasil recebeu 280 mil veículos estrangeiros, sendo 140 mil unidades vindas da China — quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.

Outro destaque foi o avanço dos veículos eletrificados. Pela primeira vez, as importações desse segmento, com 145,9 mil unidades, superaram as de modelos movidos exclusivamente a combustão, que somaram 134,5 mil veículos.

Apesar do crescimento do mercado interno, a expectativa para as exportações brasileiras foi reduzida. A Anfavea estima que o país envie 462 mil veículos ao exterior em 2026, queda de 12,18% em relação à previsão anterior de 532 mil unidades.

Para Igor Calvet, a expansão dos veículos eletrificados representa uma transformação inevitável na indústria, mas o ritmo acelerado da mudança exige adaptação dos sistemas de produção. Segundo ele, o setor automotivo passa por uma das maiores mudanças tecnológicas de sua história.

Foto: Reprodução

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