

A UniFECAF, um dos centros universitários EAD que mais crescem no país, está ampliando seus investimentos e sua presença na Bahia, com um aporte estimado em cerca de R$ 8 milhões, voltado à modernização dos polos já existentes e à abertura de novas unidades no estado. Considerada hoje o principal mercado da instituição na região Nordeste, a Bahia ocupa papel estratégico no plano de expansão da UniFECAF. Essa ampliação faz parte de uma estratégia de crescimento e consolidação regional, acompanhando a demanda por ensino superior acessível, prático e alinhado às necessidades do mercado de trabalho.
Perguntas e respostas
Bahia Econômica – Os novos polos da UniFECAF vão ficar situados onde, na Bahia?
Marcel Gama – Atualmente, a UniFECAF conta com uma rede de 15 polos no estado da Bahia. O plano de expansão prevê tanto o fortalecimento dos polos já existentes em cidades estratégicas como Salvador e Lauro de Freitas. Além disso, a instituição estuda a abertura de novos polos em municípios estratégicos, entre eles Camaçari, Feira de Santana, Juazeiro, Alagoinhas, Barreiras, Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas, Ilhéus e Itabuna. A expectativa da UniFECAF é alcançar pelo menos 25 polos no estado até o final de 2026.
Bahia Econômica – Qual é o tamanho do investimento da empresa no estado?
Marcel Gama – A Bahia é hoje o principal estado da região Nordeste para a operação da UniFECAF. Por isso, a instituição estima investir cerca de R$ 8 milhões na modernização dos polos já existentes e na abertura de novas unidades no estado.
Bahia Econômica – Como as grades dos cursos estão sendo montadas visando esse novo mercado, com inteligência artificial?
Marcel Gama – Acreditamos no crescimento da demanda por profissionais híbridos, um perfil diferente daquele profissional excessivamente teórico que predominava há alguns anos. Esse novo profissional reúne competências técnicas e práticas, sabe usar a tecnologia de forma estratégica, resolve problemas reais, aumenta a produtividade e contribui diretamente para a geração de receita ou para a redução de custos.
Esse movimento está diretamente ligado a formações que ensinam, na prática, como utilizar ferramentas digitais, seja para automatizar tarefas repetitivas e operacionais, seja para ampliar a visibilidade e a relevância no ambiente digital.
Diante desse cenário, a UniFECAF estruturou uma frente de cursos denominada Profissões do Futuro, voltada à preparação de profissionais para as novas demandas do mercado. O objetivo é preparar tanto quem está ingressando agora no mercado de trabalho, com formações práticas e de curta duração, até profissionais que já atuam e desejam se especializar para se destacar da concorrência nesse novo cenário. Um exemplo é a recém-lançada graduação em Creator e Digital Influencer, com duração de 18 meses que visa técnicas e estratégias para ganhar visibilidade digital, servindo tanto para quem deseja atuar como influenciador, até marcas e profissionais autônomos que querem ganhar relevância e vender os seus produtos.
Outro exemplo são os cursos de pós-graduação voltados à aplicação de Inteligência Artificial em áreas específicas, como a Pós-Graduação em IA Aplicada a Marketing e Growth, desenvolvida em parceria com a HubSpot. Nessa formação, os profissionais aprendem a utilizar a Inteligência Artificial para acelerar processos, automatizar a produção de imagens, vídeos e conteúdos, tornando o trabalho mais estratégico, produtivo e alinhado às demandas reais do mercado.
Bahia Econômica – Como a Inteligência Artificial é integrada às grades curriculares dos cursos?
Marcel Gama – As grades curriculares da UniFECAF foram estruturadas para integrar a Inteligência Artificial de forma transversal em todos os cursos, independentemente da área de formação. Para isso, incluímos disciplinas voltadas ao uso prático da IA e incentivamos que os alunos utilizem essas ferramentas no dia a dia dos estudos, como parte natural do processo de aprendizagem.O objetivo é desenvolver competências que vão além da memorização de conteúdos teóricos. Hoje, o mercado exige profissionais capazes de compreender fluxos de processos, tomar decisões rápidas e resolver problemas com agilidade. Nesse contexto, tarefas mais burocráticas podem e devem ser apoiadas por ferramentas tecnológicas, permitindo que o profissional concentre seu tempo em atividades estratégicas. nEsse movimento prepara o aluno para um mercado em que o profissional do futuro atua cada vez mais como um operador estratégico, capaz de interpretar cenários, tomar decisões assertivas e extrair o máximo das tecnologias disponíveis para se destacar e evoluir em sua carreira.



