ENTREVISTA RENATO EZEQUIEL – PRESIDENTE DO SINDICATO DOS COMÉRCIÁROS DE SALVADOR

ENTREVISTA RENATO EZEQUIEL - PRESIDENTE DO SINDICATO DOS COMÉRCIÁROS DE SALVADOR

Por: João Paulo Almeida  

Bahia Econômica – Como está a questão da convenção coletiva entre comerciários e lojistas ?

Renato Ezequiel – Está a quatro anos parada na mesa de negociação com o sindicato dos lojistas não aceitando a nossa proposta. O que nós queremos é que as empresas paguem a inflação de reajuste e assine a convenções coletiva para a categoria. Eu até já coloquei na mesa para deixar o reajuste passado para ser negociado ano que vem. Algumas empresas fecharam acordo com seus funcionários, mas outras não. Queremos assinatura da convenção.

Bahia Econômica – Quais as pautas colocas por vocês que não são aceitas pelos Lojistas ?

Renato Ezequiel – São questões como alimentação que as empresas pararam de pagar, questão de reajuste salarial que nem a inflação eles estão dispostos a pagar, questão de trabalho aos domingos que estão sendo feitos e não estão sendo acordados com o sindicato ou funcionários em algumas empresas, dentre questões de forma de pagamento dentre outras.

Bahia Econômica- O sindicato pode fazer uma greve ?

Renato Ezequiel – Sim. Nós já temos alguns movimentos da categoria organizados de parar de maneira relâmpago algumas empresas que não estão sendo corretas com seus funcionários. Vamos parar alguns comércios que não estão cumprindo acordos. O objetivo é mobilizar o trabalhador a aderir ao movimento e fazer uma grande greve em Salvador em busca dos nossos direitos

Bahia Econômica – o Sindicato dos lojistas afirma que a proposta de vocês pode gerar demissões em massa. O que o senhor pode comentar?

Renato Ezequiel – O poder público, governo e prefeitura pode passar anos sem dar reajuste aos seus trabalhador e a iniciativa privada não pode fazer isso. É previsto em lei que pelo menos a inflação tem que acontecer. Nós não estamos pedindo nada além daquilo que a lei nos dá de direito. Para ajudar os lojistas ainda coloquei na mesa a possibilidade de só trabalhar o reajuste no ano que vem de forma parcelada, escalonada, então não vejo dessa forma.

Bahia Econômica – Sobre as contratações temporárias o que o senhor poderia falar?

Renato Ezequiel – As contratações estão acontecendo. Até o final de novembro vai crescer. O comércio está aquecido e acredito que esse ano muitos postos de trabalho temporário vão surgir.

Foto: divulgação