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ENTREVISTA COM JERÔNIMO RODRIGUES SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO

Redação - 25/01/2021 07:00

Por: João Paulo Almeida 

Bahia Econômica – As escolas privadas afirmam que o governador não liberou as aulas por que embora elas estejam preparadas com todos os protocolos as escolas públicas não estão. O que o senhor podia comentar em relação a isso ?

Jerônimo Rodrigues  –  Eu não concordo com essa teoria de que as escolas publicas não estão prontas. Falo pela rede estadual, mas também tenho conhecimento da rede municipal. Todas têm protocolos e estão prontas para o modelo híbrido de ensino. Onde vai ser uma turma num dia e outra no outro. Nós estamos criando mecanismos seguros para que quando os números da pandemia forem favoráveis nós conseguimos retornar as atividades de maneira segura para professores, alunos, coordenadores, e toda a rede de ensino. Eu entendo que existe muita gente em situação complicada por causa das escolas estarem fechadas mas não vamos ceder a pressão. O importante aqui é priorizar a vida.

BE – Então por que ainda não voltou?

JR – Estamos com um alto número de pessoas infectadas no estado e uma taxa de mortos ainda alta no estado. Então é preciso se ter uma prudência e cuidado com a vida. Ainda não é a hora de voltar. Nós estamos monitorando esses números, estamos criando e aperfeiçoando os protocolos seguros e vamos no momento certo retornar as atividades com total segurança para professores, alunos, coordenadores, e toda a rede de ensino

BE – Estudiosos afirmam que as escolas não são grandes transmissores por que então a demora?

JR – Eu concordo que as escolas não são grandes transmissores. Com os protocolos, de máscara, com distanciamento mínimo, todo mundo ficaria seguro. O problema é o estado ainda tem um número de infectados diário muito alto, muito elevado, então é preciso se ter critério nessa hora. A vida tem que ser mais importante nesse momento.  A taxa de mortalidade de infectados no estado ainda é alta para o retorno. Estamos monitorando e no momento certo estaremos prontos para retornar.

BE – Não seria possível uma abertura gradual pelo menos nas cidades com mais condições ?

JR – Estamos pensando nessa linha mesmo de uma retomada gradual baseada nos números e nos protocolos aplicados em cada localidade. Não temos como abrir tudo de uma só vez na Bahia inteira. A retomada com segurança será gradual mesmo.

BE – Estudiosos dizem que as crianças estão perdendo o elo com a escola e que os prejuízos serão grandes?

JR – O modelo de ensino não será destruído pela pandemia. A escola, a sala de aula, vão continuar fortes quando vencermos essa pandemia. O que está acontecendo é que antes a quantidade de material e conteúdo remoto oferecido pelas instituições era muito pequeno e nesse contexto, existem profissionais que ainda não tem tanta habilidade de fazer uma atividade, por exemplo, ou uma prova de maneira remota. É um processo de aprendizagem. Um processo de qualificação e mudança.  Vamos vencer essa etapa e as escolas tradicionais vão voltar a ser fortes depois desse período. O que pode acontecer e isso eu até acho muito bom é além de toda a bagagem de sala de aula os alunos no futuro receberem mais conteúdo de maneira remota. Vamos ver o que vai acontecer no pós pandemia.

BE- Agora que começou a vacinação qual a previsão para retomada das aulas ou não há previsão?

JR- Não há previsão. O governador revogou as aulas até dia 30 de janeiro e deve revogar outra vez por mais dias. A vacina sim, nos deixa muito otimista quanto a esse retorno, mas é preciso que 90% da população seja imunizada para se retornar a normalidade de ensino. Estamos muito otimistas com a vacina, o processo de retorno está mais próximo agora. Estamos focados nos números e esperar que eles caiam para retornar as atividades com segurança para professores, alunos, coordenadores, e toda a rede de ensino.

Foto: divulgação

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