A produção industrial da Bahia cresceu em maio (veja aqui), quando comparada a abril, mas recuou 20,7% na comparação com maio de 2019 refletindo quedas tanto na indústria de transformação, de (-21,4%) quanto na indústria extrativa (-7,3%), segundo Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) Regional, divulgada hoje (8) pelo IBGE.
Das 11 atividades da indústria de transformação investigadas separadamente no estado, apenas 2 tiveram resultados positivos: fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (27,9%) e fabricação de celulose, papel e produtos de papel (1,1%).
Por outro lado, dentre as 9 atividades industriais com queda na produção, em maio, no estado, o principal impacto negativo veio, assim como em abril, da indústria automobilística. A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias acelerou um pouco mais sua queda (-97,6% em maio, frente a -97,2% em abril), na comparação com o mesmo mês de 2019. Teve o maior recuo e a maior contribuição para o resultado negativo em geral.
Com o quinto recuo mais acentuado (-42,1%), o segmento de metalurgia teve o segundo principal impacto no resultado negativo da indústria baiana em maio, em virtude do peso que tem na estrutura do setor no estado. A atividade já vinha mal antes da pandemia, mostrando recuos consecutivos desde setembro de 2019, mas acelerou o ritmo de queda desde março. Por sua vez, as duas atividades industriais em alta na Bahia (derivados de petróleo e celulose) sustentam resultados positivos desde janeiro deste ano.
Foto: Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo