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JOSÉ RONALDO – PRÉ-CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO

Redação - 16/07/2018 07:00

BE- A candidatura do Senhor é umas das candidaturas que faz oposição ao governador Rui Costa, que tem a máquina pública na mão. Em que sua proposta de governo se diferencia da proposta do governador atual?

Nossa diferença para a atual gestão será que nós vamos priorizar investimentos em três áreas saúde, educação e segurança pública. O setor de educação do estado não construiu uma escola se quer, congelou salários dos funcionários públicos, nossa segurança publica é a pior do Brasil segundo dados divulgados recentemente, e segundo matérias divulgadas recentemente não teve competência para aplicar os recursos que vieram de Brasília na segurança, devolvendo R$ 82 milhões que deveriam ser aplicados aos cofres da união. Na saúde pública, essa central de regulação as pessoas não conseguem vagas nos hospitais. O governador anuncia que vai inaugurar hospital mas não diz que fechou outro. Exemplo. Na hora que você inaugura uma policlínica em Valença você diminui a quantidade de recursos para o Hospital Santa Casa de Valença. A mesma coisa com Santo Antônio de Jesus e a Santa Casa do interior. E a prova disso é que constitucionalmente ele é obrigado a gastar 12% na saúde e atualmente o governo do estado gasta 12,4% em média. Então como é que você inaugura um hospital num lugar e a quantidade de recursos continua a mesma? Um exemplo mais contundente disso é que em Ilhéus foi construído o Hospital Costa do Dendê e fechado o hospital que Ilhéus tinha já, há décadas. Então isso não é investir na saúde é só uma jogada de marketing para a politica. Na minha gestão essas coisas não vão acontecer. A central de regulação não vai continuar como está. As pessoas não vão continuar morrendo nas filas. Assim que eleito vou contratar serviços de hospitais particulares para extinguir de vez essa fila e atender as pessoas. Também vamos fazer um novo gerenciamento dos hospitais públicos, priorizando o atendimento de qualidade. Na educação eu como prefeito construir 30 escolas equipadas em 5 anos. Sempre gastei com educação mais de 25%, nunca deixei apenas o que a lei manda na educação. Na segurança vamos evitar que as pessoas sejam assaltadas nas ruas. Então minha forma de governar é completamente diferente.

BE- A presença do PSC na sua chapa tem sido debatida constantemente em reuniões que envolvem a composição da sua chapa. A presença do Irmão Lazaro na vaga de senador já é uma realidade? Como está essa negociação?

JR- Nós ainda não temos uma definição clara. Temos conversas que estão evoluindo muito. Nesse momento nós estamos priorizando essa questão. Nós próximos dias teremos uma conclusão definitiva e total em relação a essa questão. O Lázaro é um nome ventilado. É um nome que eu desejo que seja escolhido. Mas essas definições não devem ocorrer apenas com a definição do candidato. É preciso ouvir a base, ouvir quem está trabalhando junto. Grupos e partidos políticos e etc. Eu acredito que nós próximos dias estaremos formando essa chapa definitivamente.

BE- Existe a possibilidade de uma mulher negra compor a chapa? Como o senhor avalia a presença de Bruno Reis como seu vice?

JR- Existem muitas colocações nesse campo. Muitos grupos. Cada um coloca posição e nós estamos articulando essa questão. O nome do Bruno também foi ventilado dentro da base e nós estamos trabalhando para montar a chapa o mais rápido possível. É claro que o nome do Bruno é ventilado e cogitado, porém, ainda não existe uma definição. Estamos trabalhando em conjunto com as opiniões dos grupos políticos que estão trabalhando na campanha para fazer o melhor possível.  Em breve vamos anunciar a chapa completa. E um jogo de xadrez muito complicado esse negócio de formar chapa. Mas estamos tendo cuidado e cautela para não existir desavenças. Posso garantir também, que no momento não existiu essa colocação de ser ou não mulher na composição da chapa. Esse é um processo que se circulam alguns nomes mas ainda não tem nada concreto.

BE- O deputado Jutahy Magalhães tem se colocado contra alguma posição da chapa e por isso ela ainda não foi fechada?

JR- Temos alguns pontos de vista que são defendidos. E por serem defendidos nós temos que sempre questionar, debater discutir, e nós estamos fazendo isso com uma amplitude muito grande. Nós estamos priorizando isso. Durante essa semana nós tivemos alguns avanços nas negociações e muito em breve nós vamos decidir o que for melhor e chegar num ponto em comum para respeitar as opiniões e formar a chapa.

BE- Um dos maiores problemas da Bahia está na parte econômica onde o estado perdeu posição caindo de sexto para sétimo colocado em participação do PIB Nacional. O que o senhor pretende fazer para dinamizar a economia baiana?

JR- O estado tem a pior segurança, pior saúde e também o PIB caindo. O número de desempregados é muito grande, e tudo isso é muito negativo. Eu não consigo entender é por que algumas pessoas ainda dizem que é uma correria que dá resultado. Eu entendo que essa correria não tem dado resultado positivo. Tem deixado muito a desejar. Embora nós saibamos que existe um problema na economia nacional, mas os números da Bahia são assustadores, e mostra que na área da economia tem havido muitos equívocos na condução do governo. Nós vamos tentar dinamizar a economia trabalhando com responsabilidade, reconhecendo a importância dos segmentos econômicos da sociedade, investindo no setor industrial, comercial, e serviços, analisando quanto esses setores contribuem para a sociedade, com os pagamentos de impostos, e as ofertas de serviços, e isso tudo nós vamos trabalhar para que a Bahia volte a gerar empregos, os investimentos chegarem e a economia possa voltar a crescer.

BE- Analistas políticos afirmam que se o Democratas apoiar o candidato, Geraldo Alckmin, sua campanha será pouco alavancada, pois, o ex-governador de São Paulo tem pouca popularidade na Bahia.  Existe também uma possibilidade do DEM apoiar Ciro Gomes. Como o senhor avalia esse cenário nacional?

JR- Essa eleição tem uma particularidade grande. Eu na minha vida política nunca vi tantos candidatos indecisos e uma eleição presidencial com tamanha dificuldade, com um quadro tão indefinido. O que eu posso falar. Como todos sabem o ex-presidente Lula não é candidato. Ele tem problemas judiciais, que impedem a sua candidatura. Então estamos aguardando essa definição. O PT vai ter candidato? O PT vai apoiar outro partido? Como isso pode acontecer? Existe essa indefinição a nível nacional. Por outro lado a candidatura do PSDB é uma candidatura que também tem encontrado dificuldade, especialmente no Nordeste brasileiro e na Bahia. Temos também a candidatura de Ciro Gomes que nós já conhecemos e está buscando apoio nas legendas. Por fora temos a candidatura de Álvaro Dias como um candidato novo e temos o candidato que tem liderado as pesquisas que é o Jair Bolsonaro. No caso, como eu sou candidato eu vou esperar uma definição melhor do quadro nacional para poder dizer quem eu vou fazer palanque na Bahia.

BE- Em relação à segurança pública, a Bahia é o estado com o maior número de cidades violentas do país, segundo dados do IBGE. Como o senhor analisa a questão e quais as suas propostas para área na Bahia?

JR- Em relação à segurança Pública o que eu posso garantir é que na Bahia vários Outdoor informavam que a Bahia havia ganhado mais de 4 mil policiais. Porém essa é uma colocação incompleta feita de forma proposital para que cidadão acredite que o governo está trabalhando para combater a violência. Na verdade essas pessoas que estão chegando elas estão apenas substituindo aquelas que estão indo para reserva, se aposentando. Então não há um aumento no número da frota da Policia no estado. O mesmo acontece com os veículos. O que acontece é uma substituição. Os veículos que estão muito deteriorados, que não podem mais rodar são substituídos. Então não existe um melhoramento no equipamento de trabalho. Recentemente o Tribunal de Contas do Estado (TCE) anunciou através de um relatório que o governo do estado devolveu R$ 82 milhões isso é um absurdo, dos absurdos, dos absurdos. Enquanto nós temos todas essas dificuldades na área da segurança, o governo devolve essa quantidade de dinheiro por não ter capacidade de aplicar esses recursos. Na nossa gestão vamos tratar essa demanda da segurança como prioridade. No ano de 2017 o governo gastou  R$ 209 milhões de reais com publicidade e na segurança pública apenas R$ 56 milhões praticamente um terço da capacidade do que foi investido. Esse é um ponto que precisa ser mudado, precisa ser alterado. E nós vamos trabalhar essa questão como prioridade.

BE- Em relação às pesquisas divulgadas até o momento o governador Rui Costa aparece com uma ampla vantagem. Porém, o número de eleitores que estão indecisos ainda é grande. O que o senhor poderia comentar a respeito?

JR- Como o governador é candidato à reeleição desde dia que ele assumiu o posto de governador na governadoria o cidadão que ainda está indeciso nessa altura da caminhada é por que não deve votar nele. Por que se votasse já teria declarado. Então esse cidadão indeciso só pode escolher alguém da oposição para votar. E nesse cenário eu sou a oposição ao governador. Então eu não tenho a menor dúvida que nosso trabalho é mostrar para Bahia que existe um candidato de oposição e as experiências desse candidato para que o povo faça a sua melhor escolha. Pesquisa é uma coisa de momento então essa pesquisa que deu vantagem para o governador foi feita quando eu tinha 30 dias de lançado como candidato e o governador há quatro anos no poder. Por isso essa vantagem. Mas nós estamos trabalhando e vamos fazer o melhor para vencer.

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