

O volume de serviços na Bahia registrou queda de 1,6% entre fevereiro e março de 2026, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa o pior desempenho para um mês de março desde 2020, início da pandemia da Covid-19.
O recuo interrompeu uma sequência de três meses consecutivos de crescimento no estado. Na comparação nacional, a Bahia apresentou resultado inferior ao do Brasil, onde o setor caiu 1,2%.
Entre os 27 estados brasileiros, 13 tiveram retração no período. A Bahia registrou o 19º desempenho do país. Mato Grosso do Sul (-6,0%), Mato Grosso (-5,2%) e Pernambuco (-3,9%) lideraram as maiores quedas, enquanto Distrito Federal (10,3%), Amapá (9,3%) e Santa Catarina (2,7%) tiveram os melhores resultados.
Na comparação com março de 2025, o setor de serviços baiano também apresentou retração, com queda de 2,9%. Foi o pior resultado para o mês desde março de 2020, quando o estado havia registrado recuo de 11,6%.
O desempenho ficou abaixo do índice nacional, que avançou 3,0% no período. Entre as unidades da federação, a Bahia teve o 22º resultado, enquanto Acre (-11,2%), Tocantins (-10,3%) e Alagoas (-4,2%) apresentaram as maiores retrações.
Com o resultado de março, o setor de serviços na Bahia passou a acumular queda de 0,4% no primeiro trimestre de 2026. O desempenho é inferior ao nacional, que registra crescimento de 2,3% no acumulado do ano.
No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março, os serviços baianos mantiveram retração de 1,8%, registrando o oitavo resultado negativo consecutivo nesse recorte. O índice também ficou abaixo da média nacional, que teve alta de 2,8%.
Segundo o IBGE, a queda do setor em março foi puxada principalmente pelos serviços prestados às famílias, que recuaram 19,1% na comparação anual. Trata-se da maior queda da atividade em cinco anos, desde março de 2021.
Outro segmento que pressionou o resultado geral foi o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que caiu 2,1%. Apesar de não registrar a maior retração percentual, o setor possui o maior peso dentro da estrutura de serviços da Bahia.
Por outro lado, os serviços profissionais, administrativos e complementares ajudaram a reduzir as perdas, com crescimento de 5,4% em março. A atividade acumula seis meses consecutivos de alta no estado.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil