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PARANÁ CONFIRMA DOIS CASOS DE HANTAVÍRUS E INVESTIGA OUTRAS 11 SUSPEITAS

VICTOR OLIVEIRA - 08/05/2026 16:23

A Secretaria de Estado da Saúde (SESA) do Paraná confirmou dois casos de hantavírus no estado e informou que outras 11 suspeitas seguem sob investigação.

A doença viral é transmitida principalmente por roedores silvestres infectados e voltou a ganhar atenção internacional após a Organização Mundial da Saúde divulgar mortes relacionadas ao vírus em um cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Segundo as autoridades, ao menos três pessoas morreram durante a viagem.

Um dos casos confirmados no Paraná envolve um homem de 34 anos, morador de Pérola d’Oeste, município localizado no sudoeste do estado e próximo à fronteira com a Argentina, país que enfrenta aumento significativo de registros da doença.

O segundo caso confirmado é de uma mulher de 28 anos residente em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a situação está sob monitoramento e a rede pública acompanha os pacientes e os casos suspeitos identificados até o momento.

COMO ACONTECE A TRANSMISSÃO

Segundo especialistas, a contaminação pelo hantavírus ocorre principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva de roedores infectados.

Ambientes fechados, mal ventilados e com sinais de infestação de ratos aumentam o risco de exposição ao vírus.

PRINCIPAIS SINTOMAS

Os sintomas iniciais podem incluir:

  • febre alta
  • dores musculares
  • cansaço intenso
  • dor de cabeça
  • náuseas e tontura

Nos casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para dificuldades respiratórias severas e complicações pulmonares.

ORIENTAÇÕES DE PREVENÇÃO

As autoridades de saúde orientam a população a:

  • evitar contato com fezes e urina de roedores;
  • manter ambientes limpos e ventilados;
  • armazenar alimentos em recipientes fechados;
  • utilizar máscaras e luvas ao limpar locais fechados por muito tempo;
  • vedar frestas e locais que possam servir de abrigo para ratos.

A Sesa reforçou que pessoas com sintomas suspeitos devem procurar atendimento médico imediatamente, principalmente em regiões rurais ou áreas com histórico de circulação do vírus.

Foto: Reprodução

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