

A Petrobras (PETR4) informou em comunicado ao mercado na noite de hoje que teve aprovada por seu Conselho de Administração a decisão final sobre investimentos no projeto Sergipe Águas Profunda (Seap) I, de exploração e produção de petróleo em águas profundas na Bacia Sergipe-Alagoas, no litoral nordestino.
O projeto Seap II já havia sido aprovado em dezembro de 2025. Juntos, os dois planos somam R$ 60 bilhões em investimentos, incluindo a construção de duas plataformas, para a produção de mais de 1 milhão de barris de óleo equivalente (boe) partir de 2030.
No fim de novembro do ano passado, a estatal havia iniciado o processo de contratação para construção de até dois navios-plataforma (FPSO, na sigla em inglês) para o projeto Seap.
“O Seap é estratégico para ampliar a disponibilidade de gás natural no país, fortalecer a infraestrutura energética nacional, além de abrir uma nova fronteira de produção na região Nordeste”, informou a Petrobras.
As plataformas serão contratadas no modelo Build, Operate and Transfer (BOT), no qual a empresa responsável constrói, opera o ativo por um período inicial e, posteriormente, transfere sua operação à Petrobras. É parte da estratégia da gestão de Magda Chambriard de buscar novos modelos de contratação.
A SBM Offshore será responsável pela construção das duas plataformas. Segundo a estatal, juntas as duas embarcações terão capacidade instalada para produzir até 240 mil barris de óleo por dia e processar 22 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente, com exportação direta, sem necessidade de tratamento adicional em terra.
Também serão construídos e interligados 32 poços, além de um gasoduto de escoamento com cerca de 134 quilômetros de extensão (111 quilômetros no mar e 23 em terra).
“já está em andamento a licitação para o fornecimento de ANMs (Árvores de Natal Molhadas) e equipamentos submarinos para os dois projetos, e está previsto, ainda em 2026, o início das licitações para as demais infraestruturas”, informou a Petrobras.
Em um momento em que a alta do petróleo eleva os preços de derivados como os fertilizantes, cuja produção no Brasil não é suficiente para a demanda do agronegócio, a Petrobras também informou hoje que seu Conselho de Administração aprovou a retomada da sobras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), localizada em Três Lagoas (MS), após uma “rigorosa reavaliação do projeto”, informou a companhia.
O projeto havia sido suspenso no governo de Jair Bolsonaro devido a problemas na viabilidade financeira, mas foi retomado pelo presidente Lula em seu terceiro mandato, a partir de 2023.
“A capacidade nominal da UFN-III está projetada em cerca de 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, das quais 180 toneladas são excedentes e disponíveis para a comercialização. A unidade encontra-se em localização estratégica, adjacente aos maiores mercados consumidores desses produtos, destinando sua produção majoritariamente aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. Esse posicionamento garante maior confiabilidade frente à crescente demanda por ureia fertilizante no país”, informou a Petrobras.
rEUTERS/Ricardo Moraes
Agência O Globo