quarta, 03 de junho de 2026
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SUPERÁVIT COMERCIAL CRESCE 10,8% EM MAIO PUXADO POR SOJA E COBRE

Victoria Isabel - 03/06/2026 19:36 - Atualizado 03/06/2026

O aumento nas exportações de soja e de cobre fez o superávit da balança comercial crescer em maio, divulgou nesta quinta-feira (3) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 7,823 bilhões.

O resultado representa alta de 10,8% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o superávit ficou em US$ 7,059 bilhões. Desde o início da série histórica, em 1989, o superávit é o quarto maior para o mês, só perdendo para maio de 2023 (US$ 10,978 bilhões), de 2021 (US$ 8,536 bilhões) e de 2024 (US$ 8,302 bilhões).

O valor das exportações e das importações ficou o seguinte:

Exportações: US$ 31,904 bilhões, alta de 6,6% em relação a maio do ano passado;
Importações: US$ 24,081 bilhões, alta de 5,3% na mesma comparação.
Tanto no caso das exportações como das importações, os valores são o segundo maior para meses de maio desde o início da série histórica. Em relação às exportações, só perde para o mesmo mês de 2023. Em relação às importações, para maio de 2022.

Acumulado

Nos cinco primeiros meses do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 32,662 bilhões, valor 34,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Além da recuperação das commodities (bens primários com cotação internacional), o crescimento deve-se à importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025, operação que não se repetiu em 2026.

A composição ficou a seguinte:

Exportações: US$ 148,571 bilhões, alta de 8,7% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado;
Importações: US$ 115,908 bilhões, alta de 3,2% na mesma comparação.
O superávit acumulado é o terceiro maior da série histórica, só perdendo para os cinco primeiros meses de 2024 (US$ 35,227 bilhões) e de 2023 (US$ 34,540 bilhões).

Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em maio variaram da seguinte forma em relação ao mesmo mês do ano passado:

Agropecuária: +9,8%, com alta de 6,1% no volume e de 2,8% no preço médio;
Indústria extrativa: -1,9%, puxada pelo petróleo, com queda de 26,6% no volume e crescimento de 33,8% no preço médio;
Indústria de transformação: +9%, com alta de 1% no volume e de 7,4% no preço médio.

foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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