

A política baiana deve passar por mudanças em 2026 com a saída de oito deputados que decidiram não disputar a reeleição. Ao todo, são cinco parlamentares da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e três da Câmara dos Deputados, muitos deles articulando a continuidade de seus grupos políticos por meio de familiares ou aliados.
Entre os federais, José Rocha (União Brasil) encerra uma trajetória de 48 anos na vida parlamentar, após oito mandatos consecutivos na Câmara. Ele pretende transferir o capital político para o filho, o deputado estadual Manuel Rocha (UB). Já João Leão (PP), com seis mandatos como deputado federal e ex-vice-governador da Bahia, também deixa a disputa para apoiar o filho, Cacá Leão (PP).
O deputado Alex Santana, em seu segundo mandato na Câmara, optou por não concorrer novamente e deve apoiar o pastor e vereador de Lauro de Freitas, Abraão Reis, na corrida por uma vaga em Brasília.
Na Alba, seis parlamentares não disputarão a reeleição. O ex-presidente da Casa, Adolfo Menezes (PSD), após 20 anos como deputado estadual, pretende lançar a esposa, Denise Menezes, como sucessora. Seu nome também é cogitado para o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA).
Outro ex-presidente, Nelson Leal (PP), deixará o Legislativo após sete mandatos e passará a atuar na coordenação da campanha de ACM Neto ao governo estadual. O deputado Luciano Ribeiro (União Brasil) também não buscará novo mandato e deve integrar a mesma articulação política.
Já a deputada Maria del Carmen (PT), em seu quinto mandato, tentará eleger o filho, André Fidalgo, para a Alba. A deputada Soane Galvão (PSB), em seu primeiro mandato, deve apoiar o marido, Marão (Avante), ex-prefeito de Ilhéus, na disputa por uma cadeira no Legislativo estadual.
Foto: Sandra Travassos/ALBA