

O crédito cresceu no Brasil na última década, mas o peso das dívidas no orçamento das famílias atingiu níveis preocupantes. Segundo o Banco Central, o comprometimento da renda com dívidas, sem incluir financiamento imobiliário, chegou a 29,3% em janeiro de 2026 — alta de 30,9% em dez anos.
O cenário indica um aperto significativo nas contas domésticas, especialmente entre famílias de renda baixa e média. Para especialistas, o avanço do endividamento — que já alcança quase metade da população — limita o consumo e acende um alerta para a economia.
Com juros elevados e maior dependência de crédito, como cartões e consignados, a capacidade de gasto das famílias diminui. Como o consumo é um dos principais motores do PIB, esse quadro pode desacelerar o crescimento econômico nos próximos meses.
fonte: infomoney
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