quarta, 11 de março de 2026
Euro Dólar

VENDAS DO VAREJO BAIANO TÊM MAIOR QUEDA DO PAÍS, APONTA IBGE

Bruna Carvalho - 11/03/2026 13:00

De dezembro de 2025 para janeiro de 2026, as vendas do varejo na Bahia apresentaram queda (-1,4%), na comparação livre de influências sazonais (que desconsidera os efeitos de eventos recorrentes, como o Natal, Páscoa, etc.). O estado voltou a apresentar resultado negativo após ter tido crescimento na passagem de novembro para dezembro de 2025 (1,7%).

O comércio baiano teve, no mês, a maior retração entre todos os estados do Brasil e ficou abaixo do resultado do país como um todo, que apresentou variação positiva (0,4%).
Das 27 unidades da Federação, 20 apresentaram resultados positivos nesse comparativo, e os melhores índices foram registrados em Pernambuco (5,5%), Rondônia (5,5%) e Amazonas (4,8%).
Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.

Na comparação de janeiro/26 com janeiro/25, porém, as vendas do varejo na Bahia seguiram em alta (4,0%), registrando o décimo aumento seguido nesta comparação com o mesmo mês do ano anterior (cresce desde abril/25).

Foi, também, um crescimento acima do nacional (2,8%) e o 11º maior entre as 26 unidades da Federação com resultados positivos, empatado com Santa Catarina (4,0%). Os melhores índices, neste comparativo, foram registrados em Pernambuco (11,4%), Rondônia (11,2%) e Distrito Federal (6,9%). O Piauí foi o único estado com resultado negativo (-0,6%).

No acumulado nos 12 meses encerrados em janeiro, as vendas do varejo baiano também crescem (3,0%) acima do indicador nacional (1,6%), apresentando o 11º avanço entre as unidades da Federação, 23 das quais tiveram resultados positivos, lideradas por Amapá (7,7%), Santa Catarina (5,5%), Rondônia (5,0%) e Rio Grande do Norte (5,0%). Somente Tocantins (-2,9%), Roraima (-2,5%) e Rio de Janeiro (-1,1%) têm quedas nesse indicador.

Em janeiro, na Bahia, o desempenho positivo das vendas em geral frente ao mesmo mês de 2025 (4,0%) resultou de altas concentradas em 4 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui automóveis, material de construção e atacado de alimentos).

Os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,4%) apresentaram apenas o 3º maior aumento nas vendas, mas, por serem o segmento com o maior peso na composição do varejo baiano, deram a maior contribuição para a alta do setor em janeiro. A atividade cresce seguidamente há cinco meses e tem resultado positivo no acumulado nos últimos 12 meses (2,5%).

A segunda principal influência positiva no resultado geral do varejo baiano, em janeiro, veio dos combustíveis e lubrificantes (9,1%), que apresentaram o maior aumento entre as atividades pesquisadas. O segmento cresceu pelo sétimo mês consecutivo e também segue apresentando alta no acumulado em 12 meses (3,9%).

Por outro lado, dentre as quatro atividades com retração nas vendas em janeiro, na Bahia, tecidos, vestuário e calçados (-13,6%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-10,5%) tiveram as maiores quedas e foram as que mais puxaram o resultado geral do varejo para baixo.

As vendas de roupas recuaram pelo oitavo mês seguido, enquanto os equipamentos e materiais para escritório voltaram a apresentar queda após crescimento em dezembro.

Foto: Jean Vagner/SEI

Copyright © 2023 Bahia Economica - Todos os direitos reservados.