

Diante das incertezas que o mercado pode oferecer, o investimento em ações pagadoras de dividendos se torna um porto seguro. Nos últimos 12 meses, o IDIV – índice que reflete o desempenho médio das pagadoras de dividendos – gerou rentabilidade de 49,12%. Para continuar lucrando com os proventos, sete ações se destacam. É o que mostra compilado feito pelo InfoMoney com as carteiras recomendadas dos principais bancos e corretoras do País. O ranking tem os cinco ativos mais indicados, mas, em caso de empate – como aconteceu em março – a lista pode ser maior.
A Petrobras (PETR4) continua liderando o ranking, seguida de perto pela Axia (AXIA3), que, além de aparecer no ranking de dividendos, lidera as indicações gerais de ações no mês. Confira as ações de dividendos mais indicadas para março, o dividend yield (retorno com dividendos) acumulado nos últimos 12 meses e o que fez as corretoras as indicarem:
Petrobras (PETR4) – A Terra Investimentos destaca o baixo custo de extração da petroleira, o que sustenta margens elevadas e forte geração de caixa. “Esse desempenho favorece a manutenção de dividendos relevantes, com expectativa de retorno atrativo aos acionistas”. Para a corretora, a Petrobras combina valuation atrativo, geração de caixa e potencial de valorização no médio e longo prazo.
Axia Energia (AXIA3) – A ação da antiga Eletrobras é novidade no portfólio de dividendos da XP em março. A casa justifica a escolha dizendo que a ação oferece “combinação atrativa de potencial para seguir se beneficiando do fluxo estrangeiro, enquanto ainda negocia a níveis de valuations atrativos”.
Allos (ALOS3) – A tese de investimento na companhia está ancorada em sua nova política de remuneração ao acionista, com pagamentos mensais estimados entre R$ 0,28 e R$ 0,30 por ação – retorno de aproximadamente 11% –, diz a Ágora Investimentos. “Avaliamos que a política é sustentável até 2028, apoiada por R$ 2,1 bilhões em reservas de lucros e alavancagem controlada”, afirma a corretora.
Telefônica Brasil (VIVT3) – O Santander diz continuar otimista com a ação por esperar que a empresa continue apresentando resultados “sólidos” em 2026, além de ver potenciais revisões altistas no lucro por ação e dividendos este ano. O banco também avalia que o papel negocia num valuation “razoável”, apesar do forte desempenho no acumulado do ano.
BB Seguridade (BBSE3) – O ambiente atual de juros elevados contribui para os resultados financeiros e reforça a rentabilidade da companhia, destaca a Terra Investimentos. “A política consistente de dividendos mantém o papel atrativo para os investidores focados em renda”, diz a corretora.
Cury (CURY3) – A ação da construtora representa uma oportunidade de carrego “atraente” para o Santander. Segundo o banco, a tese está ancorada no “sólido” crescimento dos lucros, Retorno Sobre Patrimônio Líquido “robusto” de 80% esperado para 2026, assim como a expectativa de um dividend yield de 7% e valuation “atraente tendo em vista as sólidas perspectivas de crescimento”.
Copel (CPLE3) – A companhia vem cumprindo consistentemente suas metas pós-privatização, segundo o BTG Pactual, que destaca o pagamento de dividendos sob a nova política aprovada no início deste ano como um fator positivo para a ação. “A empresa também se beneficia dos preços mais altos da energia, dada sua posição não contratada para os próximos anos no segmento de geracão, lembra o banco.
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