

O PCdoB indicou Aladilce Souza como nome para compor a suplência ao Senado nas eleições deste ano, dentro da chapa majoritária liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). A decisão integra a estratégia da base governista, que já confirmou apoio às pré-candidaturas de Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT).
O anúncio foi feito pela direção estadual do partido, que defende a manutenção do espaço atualmente ocupado pela legenda na suplência do Senado e a ampliação da representatividade feminina na chapa.
Presidente estadual do PCdoB, Geraldo Galindo afirmou que a composição majoritária precisa refletir equilíbrio de gênero. “O PCdoB compreende que a chapa majoritária deve ter presença feminina, e uma presença feminina de qualidade, que também agregue do ponto de vista eleitoral. Não seria adequado ter uma chapa formada apenas por homens”, declarou. Ele destacou ainda a trajetória de Aladilce, que soma cinco mandatos na Câmara Municipal de Salvador.
A vereadora associou sua indicação à defesa da representatividade feminina na política institucional. “Sem sombra de dúvida, o discurso, o debate, as questões da mulher permeiam todas as pautas que vão estar em debate. E nós precisamos estar nesse cenário. Então, muito menos de uma questão pessoal, é a questão de representatividade. As mulheres não são nem 20% ainda no Congresso Nacional, da Câmara e do Senado”, afirmou.
Aladilce argumentou que o fortalecimento democrático passa pela ampliação da presença feminina nos espaços de poder. “Para a gente afirmar a democracia é preciso que mais da metade da população esteja representada proporcionalmente. Então a gente tem que ir buscando esses espaços. Espaço de representatividade. Não dá pra gente debater nessa campanha eleitoral, por exemplo, a questão do fim da jornada 6X1. Essa jornada 6×1 é a que impacta muito mais as mulheres do que os homens.”
Sobre o papel da suplência, ela ressaltou a importância da participação no debate político. “Então, eu fico muito satisfeita de participar desse debate, porque o cargo de suplente numa chapa dessa. É claro que o senador, quem vai ser eleito é o titular, mas a gente está na chapa, a gente levanta o debate, participa da campanha, enfim, a gente dá essa contribuição para o avanço da democracia e da representação da mulher. Democracia sem mulher não é democracia”, concluiu.
Foto: Victor Queirós/PCdoB-BA



