

As festividades natalinas são sempre marcadas por confraternizações familiares e, nesses momentos, uma coisa não pode faltar: comida boa.
As famosas ceias, com fartos e variados pratos, costumam acontecer na véspera do Natal, quando as famílias se reúnem para degustar os sabores gastronômicos e aproveitar as companhias. Com a grande valorização adquirida pela culinária nessa época de fim de ano, empreendedores que vendem pratos típicos do Natal estão animados e esperam até triplicar o número de suas vendas ao passo que a data se aproxima.
Um dos fatores que justifica o otimismo dos comerciantes é a volta das grandes confraternizações, após os últimos três anos terem sido prejudicados pela pandemia da Covid-19. Para alcançar as próprias metas e também atender às expectativas dos clientes é preciso caprichar na preparação e no zelo com os produtos.
“É necessário definir estratégias para trabalhar a marca e o produto, que precisa agregar, além do sabor, a questão da apresentação da embalagem e da proposta de valor. Então se você vai vender um panetone, tem que destacar se ele tem um gosto marcante, se ele é feito com ingredientes de boa qualidade. Se eu vendo um panetone de chocolate, e chamo atenção para essa característica, assim eu agrego valor ao produto”, orienta Fabrício Barreto, analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Barreto também destaca que em um cenário de alimentos com preços elevados nos supermercados, ter um planejamento financeiro e fazer uma vasta pesquisa de valores antes de comprar insumos são coisas imprescindíveis para o negócio prosperar. “Eu sempre vou precisar de um capital para investir. Por exemplo, se minha meta for vender 200 panetones e o custo de cada um deles é de R$ 10, eu vou precisar reservar, só para insumos, R$ 1 mil. Outros custos como marketing também exigem investimento, então quando eu começar a abrir esse planejamento e agregar os outros valores necessários, esses 200 panetones podem não ser suficientes para lucrar, por isso que o planejamento é importante”, pontua o analista do Sebrae.
Inara Caroline, que vende doces gourmet sob encomenda, conta que a preparação dela para o Natal começou em setembro, com a escolha dos produtos que entrariam no catálogo deste ano e das embalagens, além da criação do layout para a campanha e o contato com novos fornecedores. “Para driblar os preços altos dos insumos, um planejamento com antecedência faz toda diferença. Tenho tempo de garimpar promoções e também de comprar no atacado, o que me garante um valor diferenciado junto aos fornecedores. Toda matéria-prima que uso é de primeira linha e reduzir a qualidade não é uma opção para mim, então tenho que buscar essas estratégias para conseguir os melhores preços sem impactar tanto para o cliente”, diz Inara.