

A biorrefinaria que a Acelen está implantando na Bahia, um investimento de US$ 3 bilhões, vai produzir um bilhão de litros de querosene de aviação renovável ou diesel verde. Será uma biorrefinaria flex, que pode produzir os dois.
Não será biodiesel. Biodiesel é um aditivo. O diesel verde é uma molécula igual ao diesel fóssil e substitui plenamente o diesel fóssil. A nova biorrefinaria será flexível, como um carro flex. Pode-se obter a quantidade que quiser de álcool e de gasolina, e misturar os dois.
Ela pode produzir a quantidade que quiser de SAF e de HVO, qualquer percentual entre . E é um projeto integrado à agricultura. Produzirá a matéria-prima – o feedstock através da macaúba. É uma palmeira presente na América do Sul, e que tem alta produtividade de óleo por hectare. Portanto, nós precisamos de área agrícola para plantar, colher, esmagar, retirar o óleo e transformar esse óleo em combustível.
A biorrefinaria será uma refinaria convencional com unidade de pré-tratamento que aceita qualquer óleo: gordura animal, óleo de soja, óleo de milho, canola, carinata. No final será 100% macaúba e a Acelen está comprando terra para produzir, mas avalia outras fontes de óleo vegetal que podem ser utilizadas em conjunto.
É um processo de cadeia produtiva longa, o que traz alguns benefícios do ponto de vista econômico. São 3 bilhões de dólares de investimento. Mas o efeito econômico desse investimento em 10 anos é de 40 bilhões de dólares exatamente pelo fato de ser uma cadeia longa. A biorefinaria já está em fase de implantação. As informações são do vice-presidente de Relações Institucionais da Acelen, Marcelo Lyra, em entrevista no jornal A Tarde.