

A Braskem já alcançou mais de dois terços do seu objetivo de reduzir em 15% as emissões absolutas de gases de efeito estufa (GEE) de suas operações até 2030. O avanço é resultado do Programa de Descarbonização Industrial da companhia, que já colocou em operação iniciativas responsáveis pela redução de mais de 1,2 milhão de toneladas de CO₂e por ano, sendo a Bahia responsável por 200 mil toneladas desse total.
O avanço ocorre em um cenário em que a redução de emissões vem ganhando relevância crescente nas decisões de investimento industrial, impulsionada por fatores como eficiência energética, regulamentação climática e competitividade. Nesse contexto, a estratégia da Braskem busca combinar redução da intensidade de carbono com ganhos operacionais e financeiros de longo prazo.
“A descarbonização não é uma agenda futura para a Braskem. Ela já está acontecendo nas nossas operações, por meio de projetos que reduzem emissões, aumentam a eficiência energética e fortalecem a competitividade do negócio. Nosso foco é acelerar soluções capazes de gerar valor ambiental e econômico ao mesmo tempo”, explica Gustavo Checcucci, Diretor de Energia e Descarbonização Industrial da Braskem.
Criado em 2021, o Programa de Descarbonização Industrial está estruturado em duas frentes complementares: fortalecimento da cultura, governança e processos de gestão climática e implementação de iniciativas voltadas à melhoria contínua, eficiência energética, eletrificação e transformação da matriz energética. O programa conta ainda com mecanismos de precificação interna de carbono que apoiam a tomada de decisão sobre investimentos e priorização de projetos.
O movimento reflete uma tendência observada em diferentes setores industriais. Com o avanço da regulamentação climática e a busca por maior eficiência operacional, empresas vêm acelerando investimentos em soluções capazes de combinar redução de emissões, segurança energética e competitividade.
Nesse sentido, a Braskem tem reconfigurado a infraestrutura de seus ativos. Como, por exemplo, o projeto de Aumento da Produção Específica das Caldeiras da UTE na unidade Químicos 1 (Q1 BA), desenvolvido por engenheiros no Polo Industrial de Camaçari. A iniciativa combinou análise multivariável e ajustes operacionais para eliminar desperdícios, reduzir falhas e variabilidades do processo, ampliando a eficiência das operações. Como resultado, foram obtidos ganhos expressivos com a economia de combustível, além da redução de aproximadamente 30 mil toneladas de CO₂e e de 46% das perdas de água associadas ao processo.
No ABC Paulista, o Projeto Vesta substituiu turbinas a vapor por motores elétricos de alto rendimento suportados por uma central de cogeração alimentada por gás residual rico em hidrogênio. A iniciativa reduziu aproximadamente 100 mil toneladas de CO₂e por ano, além de gerar ganhos de eficiência energética de 7,3% e redução de 11% no consumo de água da unidade, atestando a viabilidade financeira e ambiental da modernização industrial em larga escala.
Também no Estado de São Paulo, na unidade de Paulínia, a companhia prevê a instalação uma caldeira operada com energia elétrica renovável, gerando a redução de cerca de 65% das emissões de CO₂e. A solução substituirá parte do vapor atualmente produzido a partir de combustíveis fósseis, com início de operação em 2027.
No Polo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul, a Braskem iniciou o uso de biometano para substituir parcialmente o gás natural em suas operações. O insumo é fornecido pela Ultragaz, sendo produzido a partir de resíduos orgânicos no aterro de Minas do Leão. A iniciativa servirá de modelo para possíveis replicações em outras unidades industriais.
Outro marco alcançado pelo programa foi a substituição total da utilização de gás natural fóssil por biomassa de eucalipto para a produção de vapor na fábrica de PVC em Marechal Deodoro, em Alagoas. O grande ganho de eficiência foi no processo de eletrificação, com a substituição de uma turbina com cerca de 20% de eficiência por um motor com mais de 90% de eficiência. Os benefícios incluem ainda a redução de aproximadamente 150 mil ton/ano de CO₂e na operação, o que representa uma diminuição de cerca 30% das emissões de GEE da Braskem no Estado em comparação com 2020.
“A descarbonização faz parte da estratégia operacional da companhia. Os resultados já alcançados mostram que é possível avançar na transição energética de forma consistente e com retorno para o negócio”, completa Checcucci.
Foto: Ricardo Fontes / Azus Produtora