

O deputado federal Afonso Florence (PT-BA) cobrou, neste sábado (19), que ACM Neto abra voluntariamente seus sigilos bancário e fiscal diante das suspeitas que passaram a envolver o ex-prefeito de Salvador em duas frentes de investigação: a Operação Overclean e as acusações apresentadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro envolvendo o Banco Master. Para o parlamentar, diante da gravidade dos fatos e da proximidade das eleições, a transparência deve partir do próprio investigado.
Na Overclean, a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para realizar buscas relacionadas a ACM Neto. A diligência foi negada pelo ministro Nunes Marques, mas a investigação continua em andamento. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o caso apura suspeitas relacionadas à indicação de um ex-secretário de Educação de Salvador para a Prefeitura de Belo Horizonte e a possíveis direcionamentos em contratos públicos. Em outra frente, uma proposta de colaboração apresentada por Daniel Vorcaro à PF trouxe acusações contra ACM Neto e Antônio Rueda. Segundo o relato do ex-banqueiro, os dois teriam atuado na captação de recursos públicos para o Banco Master e teriam direito a uma comissão de 10%, que poderia chegar a R$ 200 milhões.
“Não cabe ao cidadão comum, à imprensa ou às instituições produzir explicações no lugar de quem está sendo citado. Se ACM Neto afirma que não tem qualquer relação com irregularidades, então que seja o primeiro a defender a abertura dos seus sigilos bancário e fiscal. Não estamos falando de uma questão privada quando existem fatos públicos, investigações e acusações que mencionam o seu nome. A transparência precisa valer para todos”, afirmou Afonso Florence.
Abertura dos sigilos
O parlamentar afirmou ainda que a abertura dos sigilos seria uma demonstração concreta de respeito às instituições e aos eleitores baianos, especialmente diante da proximidade do primeiro turno das eleições estaduais.
“Não se trata de condenar ninguém por uma acusação. Trata-se de transparência. Investigação se responde com documentos, não com discurso. Se não há nada a esconder, que ACM Neto abra voluntariamente seus sigilos bancário e fiscal e permita que as instituições façam seu trabalho”, concluiu o deputado.



