segunda, 24 de agosto de 2026
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A AÇÃO DA BRASKEM SAIU DO ÍNDICE BOVESPA. EMPRESA TEM DÍVIDAS DE R$ 54 BI. O QUE VAI ACONTECER COM SUAS AÇÕES?

Redação - 24/08/2026 17:29

A decisão da B3 de retirar as ações da Braskem dos índices de mercado, entre eles o Ibovespa, não significa que os papéis deixarão de ser negociados na Bolsa. A ações continuarão sendo ações listadas e poderão ser compradas e vendidas normalmente pelos investidores.

A exclusão, que ocorrerá após o fechamento do pregão desta terça-feira, 25 de agosto, é consequência da entrada da companhia no regime de recuperação extrajudicial.

Para quem possui ações da Braskem, portanto, nada acontece automaticamente com a quantidade de papéis que estão na carteira. O investidor continuará sendo acionista da empresa e poderá manter suas ações ou colocar uma ordem de venda normalmente pelo seu banco ou corretora. A diferença é que os papéis deixarão de fazer parte da composição de índices como o Ibovespa, o IBrX-50 e o Small Caps.

A saída dos índices, entretanto, pode provocar uma pressão adicional sobre as cotações. Fundos de investimento e ETFs que têm como objetivo acompanhar esses indicadores precisam ajustar suas carteiras quando um papel deixa de fazer parte do índice. Isso pode provocar vendas concentradas no momento da exclusão.

Mas esse não é o principal problema para o acionista. A Braskem entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar aproximadamente R$ 54 bilhões em dívidas e terá um período de proteção para negociar com os credores. O resultado dessas negociações será decisivo para o futuro da companhia e, consequentemente, para o valor das ações. Existe ainda o risco de uma reestruturação que possa alterar significativamente a participação dos atuais acionistas. Por exemplo, se fala no mercado de um folow-up, ou seja, uma venda de novas ações o que diluiria o valor das ações em posse dos investidores.

 

Assim, quem tem Braskem precisa separar duas coisas: sair do Ibovespa não significa perder as ações, mas a recuperação extrajudicial muda radicalmente o risco do investimento. A ação continuará negociada, porém com maior incerteza, volatilidade e possibilidade de novas quedas. Por outro lado, se a empresa conseguir reestruturar sua enorme dívida, preservar suas operações e recuperar sua capacidade financeira, existe também a possibilidade de valorização. O futuro da BRKM3 e da BRKM5 dependerá muito mais do acordo com os credores e da recuperação financeira da empresa do que da saída do Ibovespa.

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