

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) denunciou, nesta quarta-feira (5), Roseli Santos Silva, proprietária e gestora da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Lar Irmã Elizabeth, localizada no bairro de Roma, em Salvador. A acusação aponta que oito idosas acolhidas na unidade viviam em condições degradantes, sem acesso adequado à alimentação, higiene, assistência à saúde e outros cuidados essenciais.
A denúncia foi apresentada pela promotora de Justiça Ana Rita Cerqueira Nascimento e tem como base a operação realizada pelo MP-BA em julho deste ano, quando foram constatadas irregularidades nas condições de funcionamento da instituição.
Segundo o Ministério Público, a gestora deixou de prestar a assistência necessária às residentes, expondo-as a condições desumanas e degradantes. A acusação atribui à denunciada crimes previstos nos artigos 97 e 99 do Estatuto da Pessoa Idosa. Roseli Santos Silva foi presa em flagrante pela Delegacia Especializada de Proteção ao Idoso.
De acordo com a denúncia, entre abril de 2024 e 13 de julho de 2026, a instituição teria funcionado em desacordo com normas legais e sanitárias, acolhendo oito pessoas idosas em situação de extrema vulnerabilidade.
Irregularidades sanitárias
Durante fiscalização realizada em 13 de julho, equipes do Ministério Público da Bahia, da Vigilância Sanitária, da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) e profissionais de saúde encontraram uma série de irregularidades no local.
Conforme a denúncia, a inspeção identificou ambiente insalubre, com acúmulo de roupas e fraldas sujas na lavanderia, infestação de baratas na cozinha, alimentos deteriorados, medicamentos vencidos, utensílios sem higienização e restos de alimentos armazenados em armários.
Ainda segundo o MP-BA, os oito idosos acolhidos apresentavam quadro de desnutrição, desidratação, escabiose (sarna), ausência de cuidados básicos de higiene e comprometimento das condições de saúde.
Duas idosas precisaram ser atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foram encaminhadas para unidades hospitalares devido à gravidade do estado clínico, conforme informado na denúncia.
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