

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), criticou nesta sexta-feira (24) os resultados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, que apontam a Bahia, mais uma vez, como o estado com o maior número de mortes violentas intencionais do Brasil.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Neto afirmou que os indicadores refletem o agravamento da crise na segurança pública baiana e acusou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) de minimizar a situação. Segundo o ex-prefeito, é necessário mudar a condução da política de segurança no estado.
“Precisamos mudar essa realidade. Diferente de Jerônimo Rodrigues, que se esconde debaixo da mesa, assumirei a tarefa de comandar a segurança com braço de ferro”, declarou.
Durante a publicação, ACM Neto destacou que, de acordo com o levantamento, a Bahia registrou mais de 5.400 mortes violentas intencionais em 2025, permanecendo à frente de estados como Rio de Janeiro e São Paulo em números absolutos.
“Para a absoluta tristeza de todos os baianos, a Bahia lidera mais uma vez o número de homicídios no país. Foram mais de 5.400 vidas perdidas somente no ano de 2025. Embora o governador Jerônimo Rodrigues continue negando a realidade, o número é tão grave que conseguimos mais uma vez ficar na frente de estados como Rio de Janeiro e São Paulo”, afirmou.
O ex-prefeito também comparou os dados da violência no estado com o número de vítimas civis registradas na guerra entre Rússia e Ucrânia no mesmo período.
“Na guerra entre Rússia e Ucrânia morreram 2.514 civis. Na Bahia, onde oficialmente não há guerra, morreu mais que o dobro de pessoas. A pergunta que eu faço é: isso é normal? Só se for na cabeça de Jerônimo”, disse.
Além das críticas ao cenário da segurança pública, Neto chamou atenção para outro dado do anuário, que aponta a Bahia como o estado com a maior taxa de mortes violentas entre crianças e adolescentes de até 17 anos em 2025.
“Na Bahia de Jerônimo, nem as nossas crianças e os nossos adolescentes estão protegidos. Enquanto o governador tenta negar a realidade, as facções avançam, dominam territórios e destroem famílias. Isso não é normal. Isso é falta de comando, de prioridade e de coragem para enfrentar o crime”, declarou.
Ao concluir, ACM Neto reforçou a defesa de uma mudança na gestão da segurança pública, afirmando que pretende tratar o tema como prioridade caso seja eleito governador
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