

Ocorre nesta terça-feira(23) a reunião ordinária do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), núcleo da Camex, que será fundamental para os interesses da BYD.
A empresa espera a inclusão na pauta da reunião a renovação, por seis meses, do Imposto de Importação reduzido para carros híbridos e elétricos prontos e semimontados, uma pauta encaminhada ao governo.
É nós semimontados (SKD) que a BYD tem o maior interesse do adiamento da elevação do imposto ou por eventual prorrogação do sistema de cotas isentas.
O governo se vê diante de um problema complexo. De um lado, precisa lidar com interesses políticos, vindos, principalmente de representantes do próprio governo que defendem ser importante a medida para a consolidação da fábrica da BYD na Bahia.
De outro os ministérios que representam a indústria como o dos trabalhadores e o da Fazenda, que querem o fim de qualquer incentivo ou cota de importação.
A BYD já é dona de mais de 8% do mercado brasileiro apenas com importação de carros prontos e semimontados. Desde o início do segundo semestre de 2025, os semimontados chegam da China para posterior acabamento na instalação industrial que a empresa constrói em Camaçari (BA). A marca fica atrás apenas de Fiat, Volkswagen e General Motors.
A BYD comemora as “filas” que registrou em suas lojas no fim de semana para inscrição de taxistas e motoristas de aplicativos no Move, um novo programa de financiamento do governo exclusivo para essas categorias e que inclui os elétricos, mesmo importados. A demanda pelo Dolphin é pelo Atto2 foi mais que expressiva.
Sem as cotas ou a redução dos impostos os carros ficarão menos competitivos. Com informações do Valor Econômico.