

O governo federal anunciou a criação de uma Sala de Situação Interministerial para coordenar medidas de prevenção e resposta aos possíveis efeitos do chamado Super El Niño, fenômeno climático que pode afetar diversas regiões do país nos próximos meses.
A estrutura é liderada pela Casa Civil e reúne cerca de 20 ministérios, além de órgãos federais responsáveis pelo monitoramento climático e pela gestão de emergências. O objetivo é fortalecer a capacidade de resposta diante dos riscos associados ao aumento das temperaturas e às mudanças nos padrões de chuva em todo o território nacional.
Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, nesta quinta-feira (18), o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, destacou que o governo já trabalha de forma integrada para minimizar os impactos do fenômeno.
O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico apresentam temperaturas acima da média histórica. Neste ano, especialistas alertam para um aquecimento mais intenso, cenário que pode ampliar os efeitos climáticos observados em episódios anteriores.
Entre as consequências previstas estão períodos de seca prolongada na Amazônia e em áreas do Nordeste, aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste, temperaturas acima da média no Centro-Oeste e maior risco de queimadas no Pantanal.
A expectativa é que os impactos comecem a ser sentidos de forma mais significativa a partir do segundo semestre, exigindo monitoramento constante das áreas mais vulneráveis.
A Sala de Situação Interministerial foi criada para facilitar a articulação entre diferentes órgãos governamentais e permitir respostas mais rápidas em situações de emergência.
Participam da iniciativa instituições como as Forças Armadas, Polícia Federal, Ibama, ICMBio, além de centros especializados em monitoramento climático e prevenção de desastres naturais.
O acompanhamento técnico será realizado por órgãos como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsáveis pela produção de dados e emissão de alertas.
Segundo Waldez Góes, a atuação do governo também inclui diálogo permanente com estados e municípios para alinhar estratégias de prevenção e atendimento à população.
Além das ações de monitoramento, ministérios como Saúde, Povos Indígenas e Direitos Humanos estão envolvidos no planejamento de medidas voltadas às comunidades mais vulneráveis.
O ministro ressaltou que sistemas de alerta só são plenamente eficazes quando a população conhece os protocolos de segurança e sabe como agir em situações de risco.
“É preciso que as pessoas saibam previamente o que fazer em uma situação de emergência. A preparação é essencial para salvar vidas e reduzir os impactos dos desastres climáticos”, afirmou.
A orientação é que prefeituras, escolas, igrejas, lideranças comunitárias e veículos de comunicação reforcem a divulgação de informações sobre rotas de evacuação, áreas seguras e funcionamento de abrigos públicos, contribuindo para a proteção da população diante de possíveis eventos extremos.
Foto: Alex de Jesus/Rodney Costa