

Após passar por tratamento psiquiátrico em uma clínica de Salvador, o auditor fiscal da Secretaria de Fazenda da Bahia (Sefaz-BA), Olavo José Gouveia Olivia, antigo coordenador de fiscalização de petróleo e combustíveis do Estado, voltou a ser preso na última semana, na capital baiana.
De acordo com informações do Bahia Notícias, o funcionário público havia sido preso no bojo da operação Khalas, no mês de maio, que investiga uma macroestrutura criminosa responsável por um esquema de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis, que teria causado um prejuízo superior a R$ 400 milhões aos cofres públicos estaduais.. Contra Olavo pesava a suspeita de manipulação de dados sigilosos e interferência probatória.
No mesmo período, ele foi preso em flagrante por posse de arma de fogo, contudo o Juízo da 2ª Vara das Garantias de Salvador concedeu liberdade provisória mediante cumprimento de medidas cautelares, entre elas o comparecimento bimestral em juízo e proibição de ausentar-se da comarca sem autorização.
INTERNAÇÃO
O auditor fiscal chegou a ser internado no Hospital da Bahia e, posteriormente, na Clínica Holiste Psiquiatria após a decretação da prisão preventiva. De acordo com inquérito, o diretor clínico da unidade hospitalar, Dr. Luiz Fernando Silva Pedroso, atestou, no dia da prisão, que o acusado se encontrava em bom estado clínico geral e apto a permanecer sob custódia das autoridades policiais, concedendo-lhe alta médica.
Na ocasião da emissão do mandado de prisão, a Justiça requisitou relatórios médicos atualizados e pacificou o entendimento de que a internação particular não iria suspender nem revogar a ordem de prisão. Entretanto, no último dia 1º, o Ministro Sebastião Reis Júnior indeferiu o pedido liminar da defesa que buscava a prisão domiciliar humanitária, mantendo a prisão preventiva para garantia da ordem pública e da instrução criminal.
Depois disso, no último dia 4, a juíza Sebastiana Costa Bomfim e Silva determinou o cumprimento imediato da prisão preventiva na Clínica Holiste, exigindo avaliação por médico da rede pública para estabelecer as condições seguras de transferência dele para o Conjunto Penal de Feira de Santana.
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