

Senadores e deputados de oposição se reuniram nesta terça-feira (15) para acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Acompanhada na Comissão de Direitos Humanos do Senado, a sessão foi marcada por vaias, aplausos e manifestações dos parlamentares de direita. O encontro foi conduzido pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que convocou a reunião para acompanhar os desdobramentos da discussão na Corte.
As reações mais intensas ocorreram durante as manifestações dos ministros. Parlamentares comemoraram trechos da fala do presidente do STF, Edson Fachin, e reagiram com vaias durante a participação de Alexandre de Moraes. As respostas do ministro André Mendonça também foram celebradas pelos oposicionistas.
Durante o acompanhamento da sessão, senadores criticaram a atuação do Supremo e afirmaram que a Corte estaria perdendo credibilidade. Parte dos discursos relacionou as críticas ao STF aos processos envolvendo os atos de 8 de janeiro.
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) defendeu a abertura de um processo de impeachment como alternativa para limitar o que classificou como excesso de poder dos ministros do Supremo.
Já o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) afirmou estar indignado com a situação envolvendo a Corte e citou os julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro, além de mencionar um contrato de R$ 130 milhões ligado à assessoria jurídica de um banco.
A sessão do STF discute a validade de um relatório elaborado pela Polícia Federal por determinação de André Mendonça e a possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República questiona a medida e sustenta que Mendonça não poderia ter determinado a apuração contra outro integrante da Corte sem autorização do plenário.
As mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro estão entre os elementos que motivaram o debate. Em uma das conversas, o ex-banqueiro teria questionado o ministro sobre a possibilidade de deixar o Brasil antes de sua prisão. Os dois também teriam combinado encontros.
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado



