terça, 15 de setembro de 2026
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VEREADORA DIZ QUE SAÚDE NÃO PODE SER TRATADA COMO MERCADORIA

João - 15/09/2026 13:03

Após a exibição de um filme sobre o SUS, na note de segunda-feira (14), a vereadora e enfermeira Aladilce Souza, ao lado da deputada federal e farmacêutica Alice Portugal, ambas do PCdoB e defensoras do Sistema Único de Saúde, debateram com a plateia, que lotou uma das salas do Cine Glauber Rocha, a importância do fortalecimento da saúde pública tanto para os trabalhadores quanto para os usuários. “A saúde não é mercadoria e o SUS é o maior sistema do mundo, é modelo para o mundo. E em Salvador a prestação do serviço está caótica”, denunciou Aladilce, referindo-se ao cenário que constatou em visitas a unidades da rede municipal.

Ela apontou a sobrecarga de trabalho dos servidores, enquanto muitos concursados desde 2024 aguardam convocação, incluindo profissionais de saúde bucal; desabastecimento de medicações, sobretudo para epilepsia e saúde mental; instalações precárias; falta de roupas para os pacientes, lençóis e até copos descartáveis; insegurança e estresse em decorrência da alteração da escala de trabalho no SAMU e nas unidades de emergência, de 24 para 12 horas.

Indigência

Mediado pela farmacêutica Gisélia Santana Souza, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahiafarma, o debate contou com a presença na mesa, também, da comerciária Cherry Almeida, representante da União Brasileira de Mulheres (UBM-BA) no Conselho Estadual de Saúde.

Alice Portugal definiu o SUS como “um patrimônio do povo brasileiro, maior política pública do Brasil, que substituiu o modelo de indigência que separava as pessoas em castas, o atendimento dependia de caridade ou compaixão, como Irmã Dulce, as Santas Casas e outras instituições”. A deputada leu no evento uma carta-compromisso de continuar lutando pelo fortalecimento do SUS, assim como pela preservação da democracia e da soberania nacional.

A vereadora Aladilce lembrou que antes do SUS ser instituído pela Constituição Cidadã de 1988, o direito à saúde não existia, assegurado só a quem tinha carteira de trabalhador. “O SUS é um direito civilizatório, universal e integral. O critério é a necessidade, independentemente de distorções em função da política. E por isso mesmo é fundamental que seja assegurado o controle social por meio dos conselhos de saúde. Através do Conselho Municipal de Salvador, por exemplo, já chegamos a desmontar esquemas de fraude”, frisou a vereadora, que é fundadora e dirigente do Sindsaúde-Ba.

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