

O vereador Neto do Rumo (PT), de Itaetê, denunciou, durante sessão da Câmara Municipal nesta segunda-feira (14), o que classificou como uso da estrutura da Prefeitura para favorecer a candidatura de ACM Neto ao Governo da Bahia. Segundo o parlamentar, serviços públicos do município teriam sido prejudicados na última sexta-feira (11) em razão da mobilização de servidores para participação em um comício realizado em Itaberaba.
Na área da saúde, Neto do Rumo afirmou que houve interrupção no atendimento à população porque servidores teriam sido deslocados para o evento político. Na educação, segundo ele, horários de funcionamento de creches foram alterados para liberar professores e funcionários para a participação no ato. “Um absurdo que a gente viu dentro desse município, parou tudo, não teve saúde, que parou para ir para Itaberaba. Parou a educação, mudou na creche os alunos para de manhã, para tirar os professores para Itaberaba”, afirmou o vereador.
O parlamentar também relatou ter visto diversos servidores da Prefeitura nos transportes disponibilizados para a atividade em Itaberaba. Segundo ele, a mobilização teria envolvido principalmente funcionários contratados pela administração municipal. “Quem viu, viu lá que não tinha um cidadão de Itaetê que não trabalhe na Prefeitura, indo naqueles transportes, só funcionários”, disse.
Além da denúncia sobre a paralisação e alteração dos serviços públicos para permitir a participação de servidores no evento político, Neto do Rumo também acusou a administração municipal de utilizar veículos e transportes escolares para atividades de campanha e de mobilizar servidores contratados para pedir votos para ACM Neto. “Os recursos sumindo, sendo gastos da campanha de ACM Neto, usando os transportes escolares, os carros que pertencem ao município, para fazer política”, afirmou.
Neto do Rumo também criticou a pressão que, segundo ele, estaria sendo exercida sobre servidores contratados para que participem da campanha. “Você se depara com meio mundo de contratado pedindo voto, pegando as pessoas, fazendo grupo, pra pedir voto, está errado isso!”, criticou o vereador.
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