

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou, nesta sexta-feira (11), durante agenda em Jequié, que a eleição presidencial será decisiva para a preservação da democracia no Brasil. Wagner relembrou os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023 e acusou o grupo político da família Bolsonaro de ter tentado romper a ordem democrática logo após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Vocês sabem o que o grupo de lá fez no dia 8 de janeiro de 2023? Uma semana depois da posse do Lula, fizeram uma tremenda baderna em Brasília, quebraram o Palácio do Planalto, quebraram o Supremo Tribunal Federal, quebraram o Congresso Nacional. Eles não aceitaram a derrota nas urnas, queriam acabar com a democracia no Brasil”, afirmou.
Para Wagner, a lembrança dos ataques precisa fazer parte do debate eleitoral de 2026, especialmente entre as novas gerações que não viveram o período da ditadura militar. Wagner defendeu que a escolha de Lula não depende de uma relação de identificação pessoal com o presidente, mas da compreensão sobre o que estaria em jogo na eleição.
“Não precisa ser apaixonado pelo Lula. Não precisa achar o Lula lindo. Precisa ter consciência, precisa ter o bom senso de que a eleição do Lula é uma necessidade para o Brasil, para a América do Sul e para o mundo”, afirmou.
O senador também associou a defesa da democracia à soberania nacional. Ao citar a disputa internacional por minerais estratégicos, como as terras raras, Wagner criticou a postura de adversários políticos que, segundo ele, buscaram apoio no exterior para pressionar o Brasil.
“Eu, sinceramente, não entendo como é que a família Bolsonaro se coloca perante o povo brasileiro para pedir para Flávio ser presidente do nosso país, se ele vai para o estrangeiro falar mal do nosso país”, afirmou.
Foto: Divulgação/JW