

A aceleração na construção da Ponte Salvador–Itaparica já conta com a geração de 600 empregos diretos e indiretos. Para a maior agilidade do projetos, os operários cumprem jornadas de oito horas por dia e trabalham aos sábados em regime de horas extras.
Segundo informações do Portal ATarde, para o esclarecimento de dúvidas proliferadas nos últimos dias nas redes sociais, os funcionários da concessionária apresentaram ontem o andamento do projeto abrindo as portas do canteiro que pertencia a Petrobras, em Maragogipe.
Segundo o secretário da Ponte Salvador–Itaparica, Mateus Dias, o projeto reúne cerca de R$ 12 bilhões em investimentos, divididos entre recursos públicos e privados. Desse total, aproximadamente R$ 3 bilhões serão aportados pelo Governo da Bahia e outros R$ 3 bilhões pelo Governo Federal. A iniciativa privada ficará responsável pelos R$ 6 bilhões restantes, com recursos próprios e financiamentos de instituições como o BNDES e bancos de desenvolvimento chineses.
“O projeto alcança cerca de 250 municípios baianos e beneficia aproximadamente 6 milhões de pessoas. Estimamos um retorno econômico e social superior a R$ 40 bilhões ao longo da operação da ponte, isso justifica o investimento público previsto para os próximos anos”, afirmou o secretário Dias.
O empreendimento está dividido em três grandes frentes de trabalho. A primeira fica em Salvador, onde funcionará a sede administrativa da concessionária, das empresas responsáveis pela execução da obra e da Secretaria da Ponte. O antigo prédio da Petrobras no bairro do Comércio está passando por reforma e deverá ser ocupado até setembro deste ano. As intervenções na área urbana da capital, entretanto, só devem começar em 2028, após a conclusão das etapas consideradas críticas do cronograma.
De acordo com o secretário, o maior desafio da engenharia está na construção do vão central da ponte. As torres terão cerca de 250 metros de altura e uma delas será instalada sobre o leito da Baía de Todos-os-Santos, a aproximadamente 46 metros de profundidade, quase o dobro da profundidade máxima da Ponte Rio-Niterói.
Sobre a dúvida que surgiu nas mídias digitais sobre o estado físico dos materiais da construção, Mateus Dias explica.
“Se alguém disser que a obra mal começou e o aço já está enferrujado, isso não é verdade. Essa oxidação faz parte das características do material e funciona como proteção da estrutura. Além disso, essas peças não ficarão expostas após a conclusão da obra”, explicou o secretário da ponte.
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