segunda, 03 de agosto de 2026
Euro Dólar

EMENDAS, PEC E PRESENÇA: O QUE SUSTENTA O MUNICIPALISMO DE ANGELO CORONEL

VICTOR OLIVEIRA - 03/08/2026 17:10

Há uma forma objetiva de medir a relação de um senador com o estado que representa: observar para onde vai o dinheiro que ele destina, não apenas o discurso que produz sobre desenvolvimento regional. Sob este critério, levantamento baseado em dados do Portal da Transparência do Governo Federal revela que Angelo Coronel (Republicanos) direcionou emendas parlamentares diretamente a 406 dos 417 municípios da Bahia, incluindo Salvador, 97,36% do território estadual. O número coloca o senador à frente de qualquer outro parlamentar baiano no critério de capilaridade territorial dos recursos.

São as prefeituras que executam a maior parte das políticas públicas que chegam à população: saúde, infraestrutura, aquisição de equipamentos, apoio à produção rural. Um mandato que prioriza destinação direta aos municípios fortalece a capacidade de gestão local e os números expõem, assim, dois modelos possíveis de exercício do cargo: um construído sobre capilaridade territorial, outro sobre articulação política de escala estadual e federal.

Este reconhecimento aparece também na fala de prefeitos que acompanham de perto a relação entre Brasília e os municípios. Em evento recente, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, lançou um desafio direto a outros parlamentares baianos ao avaliar a atuação de Coronel: “Trouxemos para o nosso lado um amigo de todas as horas, e que, sem sombra de dúvidas, é o senador que mais colocou recursos para os municípios da Bahia. Eu desafio que outros senadores, senadores que estão aí há mais tempo, nenhum deles colocaram tantos recursos como o senador dos municípios, o senador municipalista, o senador Angelo Coronel”. O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, seguiu linha semelhante ao tratar da relação entre gestão municipal e mandato parlamentar: “Um prefeito de um município pequeno que não apoiar esse senador é um ingrato”.

O padrão se confirma até fora dos dados oficiais, em buscas recentes no Google sobre a atuação do parlamentar devolvem resultados que reforçam a mesma leitura: a ferramenta descreve Coronel como senador atuante em orçamento e finanças, municipalismo e diálogo com conselhos profissionais como Confea e Crea, areas diretamente ligadas à vida prática dos municípios baianos.

A tese do municipalismo se sustenta ainda fora do orçamento, no campo previdenciário. Autor da PEC 5/2025, Coronel propõe restabelecer em 8% a alíquota da contribuição previdenciária patronal paga por municípios de até 142 mil habitantes ao INSS, percentual que, sem a mudança, seguiria trajetória de alta progressiva: de 8% para 12%, depois para 16%, com previsão legal de chegar a 20%. Segundo o senador, o aumento sufoca financeiramente mais de cinco mil prefeituras brasileiras, ao comprometer a capacidade de investimento local em áreas essenciais.

A batalha pelo INSS mais leve nas prefeituras

O senador apresentou projeto que obriga plataformas digitais a recolherem contribuição ao INSS de motoboys e motoristas de aplicativo, com o objetivo de garantir acesso a auxílio-doença e aposentadoria a uma categoria sem vínculo formal. Defende também a manutenção do papel dos sindicatos rurais no cadastro de segurados especiais do INSS, sob o argumento de que excluir as entidades do processo prejudica trabalhadores de municípios distantes, sem acesso fácil a postos oficiais ou a plataformas digitais de solicitação de benefício. Mais uma vez, o critério que orienta a decisão é a distância entre o cidadão do interior e o serviço público.

O conjunto das frentes compõe um mandato com eixo único e identificável: emendas distribuídas em quase todo o território baiano, PEC voltada à saúde financeira das prefeituras, inclusão previdenciária de categorias descobertas e defesa do acesso ao INSS rural convergem para o mesmo objetivo, o de aproximar Brasília da realidade de cada município.

Foto: Ana Luiza Sousa

Copyright © 2023 Bahia Economica - Todos os direitos reservados.