

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) foi entrevistado pela Rádio Metrópole e afirmou que sua principal expectativa para as eleições de 2026 é a nacionalização do debate eleitoral. Segundo ele, o projeto político do grupo na Bahia continuará alinhado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sem deixar de lado as pautas estaduais.
Jerônimo defendeu que a parceria entre os governos federal, estadual e municipal é fundamental para garantir investimentos e a execução de políticas públicas. “Nosso projeto sempre foi vinculado ao do governo federal, e não tem como ser diferente. Prefeito sozinho não consegue governar um município. Vivemos em uma federação. Se não tiver uma relação de parceria, não adianta”, afirmou.
Ao comentar o cenário nacional, o governador disse que o governo federal tem papel decisivo para o país, inclusive nas relações internacionais. “A alavanca maior de um país é o governo federal. Se não tivéssemos um governo Lula neste momento, os Estados Unidos já tinham tomado conta deste país. Não é só a tarifa, é a forma como se relaciona”, declarou.
Sobre o pleito deste ano, Jerônimo reforçou que espera uma disputa pautada também por temas nacionais. “A minha expectativa número um é a nacionalização das eleições. Nós não vamos abrir mão dos temas do estado, mas precisamos de um governo federal alinhado, que possa ajudar na segurança pública, infraestrutura e educação. Não vamos colocar nada debaixo do tapete. A expectativa é de um debate qualificado”, concluiu”, disse.
Representação da Bahia no Congresso Nacional
O governador também afirmou que a expectativa do grupo é ampliar a representação da Bahia no Congresso Nacional. Segundo ele, a meta é eleger mais deputados federais e formar uma chapa ao Senado composta por Otto Alencar (PSD), que buscará a reeleição, e pelos ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT). “Queremos uma elevação de deputados federais e teremos três senadores de verdade. Otto, que já está lá, vamos renovar o mandato de Wagner e eleger Rui. Três ex-governadores”, afirmou.
Foto: Fernanda Vilas Boas/Metropress



