

Ao longo do ano de 2025, as quatro Universidades Estaduais da Bahia (Uebas) teriam direito a receber R$2.616.225.168, de acordo com a previsão orçamentária. No entanto, mesmo que o valor tenha sido aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), somente 86% do total foi autorizado. De acordo com o Fórum das ADs, entidade que representa as associações docentes das quatro instituições, R$365 milhões foram cortados.
O orçamento das universidades estaduais, tal qual acontece com as instituições federais de ensino, é dividido em três rubricas: a de pessoal (pagamentos de salários de servidores), a de custeio (manutenção) e a de investimentos. Os cortes principalmente foram nessas duas últimas – em especial, na de investimentos, que teve o maior percentual. No caso dela, como mostram os estudos do fórum, apenas 30% dos investimentos autorizados foram realizados.
Segundo a professora Iracema Lima, coordenadora do Fórum e presidente da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Adusb), os cortes comprometem o funcionamento das universidades, especialmente com o aumento das demandas devido à expansão nos últimos anos. Em geral, a rubrica de pessoal não pode ser alterada ou cortada, porque é diretamente ligada a pagamentos, reposições trabalhistas e progressão de carreira dos servidores. No levantamento feito pelo Fórum das ADs, 98,03% dos recursos destinada a esse orçamento foram usados.
“Em contrapartida, investimento e custeio são rubricas que eles conseguem contingenciar”, diz Iracema. O investimento está diretamente ligado a ampliação de espaços como laboratórios, aquisição de mobiliário e insumos. “Isso não está sendo executado como deveria”, disse em entrevista ao Jornal Correio.
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