sábado, 18 de julho de 2026
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APÓS OPERAÇÃO DA PF, WAGNER TENTOU VENDER TERRENO PARA PREFEITO QUE JÁ HAVIA COMPRADO SEU APARTAMENTO, DIZ JORNAL

Redação - 18/07/2026 09:25 - Atualizado 18/07/2026

O senador Jaques Wagner (BA) tentou efetuar a venda de um terreno por R$ 15,8 milhões um dia depois de ter sido alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de recebimento de propina do Banco Master.

A transmissão de propriedade, porém, foi barrada pelo cartório de registro de imóveis, que recebeu uma ordem de bloqueio de bens assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

A área pertencente ao senador está localizada na Região Metropolitana de Salvador e foi vendida a uma empresa que tem como sócio o Grupo City, dono da SAF que comanda atualmente o Esporte Clube Bahia, em conjunto com empresas do ramo imobiliário. A previsão é que o terreno faça parte de um empreendimento imobiliário que vai funcionar em anexo a um novo centro de treinamento do clube.

Questionada sobre a transação, o grupo City Bahia afirmou que foram comprados terrenos de cinco proprietários diferentes na região, com critérios de mercado, e que o de Jaques Wagner correspondia a 4% do total. Disse ainda que o bloqueio não vai prejudicar a construção do empreendimento.

Dias antes da operação da PF, Wagner realizou outra transação imobiliária. Acertou a venda do apartamento onde ele morava em Salvador, no Corredor da Vitória, O apartamento de quatro suítes e 152 m² foi vendido por R$ 10 milhões ao prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Passos de Araújo, União Brasil. O valor já foi integralmente quitado e Wagner já recebeu ao menos R$ 12 milhões pelos dois imóveis.

O cartório estava providenciado os trâmites para a transferência de propriedade, mas recebeu a ordem de bloqueio de bens do STF. Araújo afirmou que a compra do imóvel estava pactuada desde o ano passado e que a última parcela do pagamento foi quitada em abril. E disse que apresentou uma petição ao cartório solicitando que a transferência da propriedade fosse efetivada para seu nome porque o negócio é anterior à ordem de bloqueio de bens. Afirmou que também enviou uma manifestação ao ministro André Mendonça com os comprovantes dos pagamentos e relatando ter agido de boa-fé no negócio, solicitando o desbloqueio para a concretização da transmissão de propriedade.

Procurado, o senador disse, por meio de sua defesa, não haver irregularidades, mas não explicou os detalhes do negócio. “A defesa do senador Jaques Wagner esclarece que ele não se manifestará sobre condutas que não sejam sobre sua campanha eleitoral. Todos os demais assuntos estão e continuarão sendo tratados judicialmente. Todos os fatos apurados são públicos e com registros públicos. Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder”, afirmou o advogado Pablo Domingues.

então sócio do Banco Master, Augusto Lima, a compra de um apartamento de luxo de R$ 2,5 milhões em Salvador, que seria destinado à sua filha. O imóvel efetivamente foi comprado por uma empresa em nome de laranja, com recursos enviados pela corretora Reag, suspeita de participar em conjunto dos crimes financeiros do Banco Master. Com informações do Estado de São Paulo.

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