
As despesas de brasileiros em viagens internacionais cresceram 34,8% em abril deste ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil nesta terça-feira (26). O volume gasto no exterior chegou a US$ 2,3 bilhões, acima dos US$ 1,7 bilhão registrados no mesmo mês do ano passado.
O resultado representa o segundo maior valor para meses de abril desde o início da série histórica, iniciada em 1995. O recorde continua sendo abril de 2014, quando os gastos de brasileiros fora do país somaram US$ 2,4 bilhões.
De acordo com o relatório do Banco Central, a alta das despesas está relacionada à movimentação cambial e ao aumento da procura por viagens internacionais. Mesmo com a instabilidade do dólar nos últimos meses, os brasileiros mantiveram o ritmo de consumo em destinos no exterior.
As despesas líquidas — diferença entre gastos de brasileiros fora do país e receitas geradas por turistas estrangeiros no Brasil — tiveram crescimento ainda mais expressivo. O saldo negativo alcançou US$ 1,5 bilhão em abril, alta de 66,4% na comparação anual. As receitas de visitantes estrangeiros no país somaram cerca de US$ 800 milhões no período.
No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, os brasileiros gastaram US$ 8,3 bilhões no exterior, valor superior aos US$ 6,7 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior.
O Banco Central também informou que as reservas internacionais do país atingiram US$ 366,9 bilhões em abril, avanço de US$ 4,9 bilhões em relação ao mês anterior. Segundo a instituição, contribuíram para o crescimento das reservas operações financeiras com recompra, receitas de juros e variações cambiais.
As contas externas brasileiras continuaram deficitárias em abril. O saldo negativo ficou em US$ 1,8 bilhão, acima do déficit de US$ 1,6 bilhão registrado no mesmo mês de 2025. Entre janeiro e abril, o rombo acumulado nas transações correntes chegou a US$ 21,96 bilhões.
O déficit nas contas externas indica que o Brasil enviou mais recursos ao exterior do que recebeu no período. Em 12 meses encerrados em abril, o saldo negativo acumulado foi de US$ 64,3 bilhões, refletindo o aumento das despesas internacionais e a pressão sobre o setor externo da economia brasileira
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