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ZUMVÍ ARQUIVO FOTOGRÁFICO PROMOVE DEBATE SOBRE CRIAÇÃO E DIFUSÃO DIGITAL DE ACERVOS NO FIM DO MÊS NA CASA ZUMVÍ, NO RIO VERMELHO

João - 25/05/2026 10:30

No dia 29 de maio, às 17h30, a Casa Zumví, no Rio Vermelho, recebe o encontro Acervos: da Produção à Difusão Digital, com duas mesas dedicadas aos desafios da criação artística para exposições virtuais e às possibilidades de circulação de acervos no ambiente digital.  A programação está dividida em duas mesas e propõe uma reflexão pública sobre criação, curadoria, circulação e acesso a acervos no ambiente digital.

A primeira mesa, Os desafios da criação artística para uma exposição em ambiente virtual, contará com Lázaro Roberto e mediação de Cíntia Guedes. A proposta é refletir sobre processos de criação, curadoria, linguagem e experiência estética quando o espaço expositivo se desloca para o ambiente virtual.

Na segunda mesa, Difusão de Acervos no ambiente digital, o debate se volta para circulação, acesso, plataformas e mediação de acervos no contexto contemporâneo. Participam José Carlos Ferreira (Zezão), representando o Zumví e apresentando a nova plataforma do arquivo, Ricardo Sodré, da Farinha, e Millard Schisler, do Pró-Memórias. O encontro propõe uma conversa sobre estratégias de presença digital para arquivos, centros de memória e iniciativas culturais comprometidas com preservação, formação de público e democratização do acesso.

Com mais de três décadas de atuação, o Zumví Arquivo Afro Fotográfico se consolidou como referência na preservação e promoção da memória afirmativa afro-brasileira por meio da educação, do fomento e da difusão da fotografia feita pelo povo negro. O acervo reúne mais de 30 mil fotogramas, produzidos por sete fotógrafos, com olhares negros sobre diferentes territórios, manifestações sociais, culturais e políticas da população afrodescendente baiana.

Para Zezão, a atividade busca ampliar o debate público sobre a preservação de acervos em ambiente digital. “Nosso evento tem o intuito de trazer para a sociedade o debate sobre a preservação de acervos digitais, que, assim como os analógicos, também precisam de cuidados especiais, especialmente no armazenamento e na segurança da disponibilização desses arquivos. O lançamento da nossa plataforma mostra essa intenção, porque ela foi pensada com sistema de segurança, disponibilização qualificada e maior conforto para pesquisadores e curadores”, destaca.

Ao abrir espaço para uma conversa pública sobre os desafios da difusão digital, o Zumví reafirma sua atuação não apenas como guardião de um acervo fundamental, mas como agente ativo na produção de caminhos contemporâneos para a memória negra. Em um cenário em que preservar também significa ampliar acesso, criar mediações e disputar presença no ambiente digital, as ações de maio reforçam o compromisso do arquivo com a circulação pública de imagens, histórias e repertórios construídos a partir de perspectivas negras.

Essa trajetória de expansão e reconhecimento também ganha projeção nacional com a exposição Zumví Arquivo Afro Fotográfico, em cartaz no IMS Paulista, em São Paulo. A mostra apresenta um panorama do acervo por meio de cerca de 400 fotografias e documentos que atravessam movimentos sociais, blocos afro, afoxés, religiosidades, mercados populares e cenas do cotidiano da população negra baiana, reafirmando o lugar do Zumví como referência na preservação da memória visual negra e na produção de narrativas a partir de perspectivas negras.

SERVIÇO

Encontro presencial

Acervos: da Produção à Difusão Digital

Data: 29 de maio, 17h30

Local: Casa Zumví, Rio Vermelho

– Mesa 1| Os desafios da criação artística para uma exposição em ambiente virtual7

Lázaro Roberto | Mediação: Cíntia Guedes

– Mesa 2 | Difusão de Acervos no ambiente digital

José Carlos Ferreira (Zumví) | Ricardo Sodré – Farinha | Millard Schisler – Pró-Memórias

Fotos: Lázaro Roberto

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