sexta, 08 de maio de 2026
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BRASIL RECEBEU 753,8 BILHÕES DE TENTATIVAS DE ATAQUES CIBERNÉTICOS EM 2025, REVELA PESQUISA

João - 08/05/2026 12:59 - Atualizado 08/05/2026

A Fortinet® (NASDAQ: FTNT), líder global em cibersegurança que impulsiona a convergência entre redes e segurança, divulgou hoje o relatório do Cenário Global de Ameaças de 2026 do seu laboratório, o FortiGuard Labs. O relatório revela que o Brasil concentrou 753,8 bilhões de tentativas de ataques ao longo de 2025. Os dados revelam que o cibercrime não funciona mais como uma série de campanhas isoladas – ele opera como um sistema, com hackers criminosos atuando em todo o ciclo de vida do ataque e finalizando com agentes ocultos.

O relatório detalha que, em 2025, o Brasil concentrou 187,5 milhões de atividades de distribuição de malwares – software projetado para causar danos ou obter acesso não autorizado a sistemas digitais – , tendo grande aumento da atividade no segundo semestre do ano e apresentando um crescimento significativo de 535% quando comparado com o ano anterior (2024). Foram 89 milhões de ações relacionadas a botnets, que podem permitir remotamente o controle de dispositivos infectados.

O estudo considera a estrutura de segurança conhecida como “Cyber Kill Chain”, que analisa cada etapa de um ataque – do reconhecimento do ambiente à execução final. No Brasil, os principais vetores detectados incluem 1.4 bilhão de ataques por força bruta, um crescimento de 70% em relação a 2024; e 3,6 bilhões de tentativas de exploração de vulnerabilidades. Na fase de reconhecimento, foram detectadas 5 bilhões de varreduras ativas. Na de entrega, 5 milhões de tentativas de drive-by download (download não intencional de software) e 1 milhão de arquivos maliciosos do tipo office.

“Se existe uma certeza para os próximos anos, é que o crime cibernético vai operar cada vez mais como uma indústria organizada, incorporando automação, especialização e inteligência artificial. E nosso relatório do cenário de ameaças de 2026 reforça que empresas precisam encarar a cibersegurança como um fator direto de risco financeiro, reputação e continuidade do negócio e de entrega para a sociedade. É fundamental olhar para os atores do setor que já operam com inteligência acionável no combate ao cibercrime de forma global e que têm visão de futuro, estas indústrias estão preparadas para uma defesa baseada em IA e IA agente, além da capacidade de enfrentar ataques cada vez mais orquestrados com uma atuação unificada”, disse Frederico Tostes, country manager da Fortinet Brasil e VP Regional de Vendas.

Na etapa de instalação do malware, destacam-se 32 milhões de trojans, malware que se disfarça de software legítimo para enganar o usuário, e 67 mil tentativas de mineração não autorizada de criptomoedas (CryptoMiner). Na fase final, de ação sobre os objetivos, o país registrou 743 bilhões de tentativas de negação de serviço (DDoS), um aumento de 119% comparado ao ano anterior; e 35 mil incidentes de ransomware – malware que sequestra e criptografa os dados da vítima e exige um resgate para restaurar o acesso.

“O novo relatório do cenário de ameaças do nosso laboratório deixa claro que Brasil registrou um avanço relevante na distribuição de malware e um aumento expressivo dos ataques de negação de serviço, que são movimentos diretamente ligados à aceleração da digitalização no país, especialmente em serviços críticos como bancos e plataformas de e-commerce. Quanto mais dependentes desses serviços nos tornamos, maior também é a exposição ao cibercrime. Para combater esse cenário, é preciso que empresas adotem soluções de cibersegurança que também estão baseadas em inteligência artificial, uma vez que o sucesso da proteção será determinado pela eficiência e a rapidez com que a inteligência pode ser traduzida em ação”, explicou Alexandre Bonatti, vice-presidente de Engenharia da Fortinet Brasil.

“O cibercrime é uma das ameaças mais disseminadas e custosas do mundo, e nosso mais recente Relatório Global de Ameaças revela como os agentes maliciosos estão usando a Inteligência Artificial para executar ataques mais sofisticados”, disse Derek Manky, estrategista-chefe de Segurança e vice-presidente Global de Inteligência de Ameaças do FortiGuard Labs, da Fortinet. “À medida que os cibercriminosos utilizam cada vez mais a IA para reforçar as suas táticas, os profissionais de segurança cibernética devem evoluir as suas operações de cibersegurança para uma defesa industrializada e adotar ferramentas com IA, que respondam com a mesma velocidade que as ameaças modernas”.

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