

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), defendeu o posicionamento de sua esposa, Rebeca Cardoso, sobre os casos de dengue hemorrágica em Uauá. O prefeito de Salvador alegou que o estado está vivendo uma “ditadura do PT” e frisou que a cidade de Uauá está vivendo uma situação alarmante de dengue há mais de 10 dias.
“Pessoas já morreram, no sábado, tínhamos uma adolescente de 14 anos sangrando e uma criança de sete na situação desesperadora sem conseguir a regulação. E pessoas já morreram por conta da falta de regulação“, declarou Bruno Reis. “Naturalmente, minha esposa, como cidadã do Uauá, conhece a realidade as pessoas cobrando e pedindo apoio, e ela, de forma muito gentil e cordial, pediu o apoio do Governo do Estado”, disse Reis.
Neste fim de semana, a primeira-dama da capital baiana usou as redes sociais para cobrar providências do governador Jerônimo Rodrigues. No pronunciamento, Rebeca citou a morte de uma jovem mãe, que teria deixado dois filhos, além de outros pacientes internados à espera de transferência. “Governador, eu me chamo Rebeca. Estou aqui como cidadã. Sou filha de Uauá. Estou aqui porque pessoas estão morrendo por dengue em Uauá. Uma mãe jovem morreu e deixou dois filhos. E tantas outras estão internadas com dengue hemorrágica, aguardando a regulação. A regulação é um dever do Estado. A regulação é um direito das pessoas”.
Em nota, a Sesab afirmou que o óbito citado será investigado pelas instâncias competentes para confirmação da causa da morte, como determina o protocolo sanitário. A pasta ainda endossou que “o prefeito de Salvador, Bruno Reis, deveria explicar à primeira-dama que não se deve transformar a dor de uma família em palanque antes da apuração técnica dos fatos”.
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